domingo, 15 de novembro de 2009

Consientização Rascismo , Hip Hop e tribos

Consientização Rascismo , Hip Hop e tribos
Rosy Lee Brasil

o Brasil foi escravista e os negros foram huminhado obrigado á esconder suas propria indentidade incentvado a ter vergonha
de suas cutura e religião,ter vergonha de si proprio;O Racismo é principalmente o fato de os negros terem menos acesso ao ensino, a moradia digna, saúde, trabalho.
O Racismo foi importantíssimo p construir o capitalismo . Toda a riqueza dos Estados Unidos e Europa são fruto da escravidão e colonização dos paises africanos, asiáticos e americanos. O sangue de nossos ancestrais garantiu a qualidade nos paises de 1º mundo.Nao diferente o que acontece atualmente com os indígenas; milhões de africanos morriam na travessia do atlântico; Os povos “não brancos” fora roubados em suas riquezas materiaise culturais.
Em toda historia da humanidade, onde teve opressão teve resistência. E ela ocorreu, desde o primeiro momento: Na África ou no Brasil, nos Estados Unidos ou na Índia… Sempre teve resistência; luta. No Brasil se formaram quilombos; em África, guerrilhas das mais variadas, No Haiti Revolução. É lindo conhecer a historia do Haiti e como aqueles bravos guerreiros deram fim às escravidões, enfrentaram heroicamente a Napoleão. As elites racistas tentaram de tudo para manter-se no poder. Usaram a religião, a ciência, a moral, a estética, a cultura… O fato é que se o oprimido tem auto-estima ele luta.
O nome “consciência negra” foi forjado na luta contra o colonialismo e o racismo como uma resposta a essa questão. Pois não tem luta sem auto-estima, sem amor próprio, sem conhecermos nossa historia e nos orgulharmos dela… por outro lado, não basta só ter orgulho e não lutar. Então as duas coisas devem estar juntas: Orgulho e luta.
Foi pensando nisso que o movimento negro brasileiro lutou para que o dia da consciência negra fosse no 20 de novembro (data que lembra de Zumbi e do quilombo dos palmares) e não do 13 de maio (data da falsa abolição).
A consciência Negra é algo que temos que ter o ano todo. Devemos conhecer a historia de nosso povo, conhecer, valorizar e dar continuidade em nossa tradição cultural (presente na capoeira, candomblé, congadas, maracatu e muita vezes nos ditados de nossos avós, em nosso jeito de fazer as coisas), mas ao mesmo tempo buscar sempre ns organizar e lutar contra o racismo e seus impactos em nossa vida. o hip hop é parte dessa luta. É uma expressão de luta da juventude negra, nos Estados Unidos, na França ou aqui no Brasil. Apesar de trazer em sua composição forte influencia hispânica (os descendentes dos vários paises da América latina nos EUA), o hip hop foi muito importante no fortalecimento da identidade negra. Do Public Enemy ao Racionais MC´s, do Dead Press ao PosseMenteZulu, fomos influenciados pelo orgulho de ser negro, pela crítica a nossa situação, pela sede de transformação. O hip hop é parte da luta negra, por um mundo verdadeiramente humano. Trás elementos da cultura africana em sua composição, é o nosso jeito de fazer arte. É continuidade do movimento negro, mas com características próprias.
Felizmente a resistência permanece, pois no dia em que o hip hop deixar de ser luta negra contra a desigualdade, contra o racismo, contra a situação que a periferia e favela tão submetidas. O povo negro perderá um importante escudo. O hiphop perderá o sentido de existência.

sábado, 14 de novembro de 2009

Anistia exige que Brasil reforce buscas por índio

Anistia exige que Brasil reforce buscas por índio
Sábado, 14 de Novembro de 2009 08:44
Fernanda Mathias
atalizado Rosy Lee Brasil

A Anistia Internacional enviou um comunicado aos governos brasileiro e paraguaio pedindo que sejam redobrados os esforços nas buscas pelo professor índio Rolindo Vera, desaparecido desde o dia 30 de outubro quando houve confronto entre índios e seguranças de fazendeiros no município de Paranhos, região de fronteira. A organização exige que o caso seja investigado e que os responsáveis sejam punidos pela ação violenta.

Um corpo foi encontrado no córrego Ypoi, com várias perfurações e em um primeiro momento a Polícia Civil confirmou que seria do índio Genivaldo Vera, também professor e primo de Rolindo. Será feito exame de DNA.

Os dois professores ensinavam literatura na Aldeia Pirajui, uma comunidade “extremamente pobre e com alta mortalidade infantil” e palco de violenta disputa por terras, reivindicadas pelos índios que alegam ter pertencido a seus ancestrais. No dia 28 de outubro um grupo de 25 índios guarani – kaiowá, da aldeia Pirajuí, reocuparam a fazenda São Luiz onde dois dias depois ocorreu o confronto.

“Dúzias de homens armados chegaram em um caminhão e começaram a atirar balas de borracha, fazendo com que crianças e mulheres fugissem”, cita a Anistia, acrescentando que membros da comunidade disseram ter visto Genivaldo ser arrastado por atiradores e Rolindo fugindo para os arbustos. Índios do outro lado da fronteira relataram movimentos suspeitos que podem ser evidência de que Rolindo foi seqüestrado e levado para o Paraguai.

“As ONGs (Organizações Não Governamentais) locais estão extremamente preocupadas com Rolindo Vera e vêm criticando as autoridades pela lentidão para responder aos apelos da comunidade por uma investigação sobre seu paradeiro”, cita a Ansitia.

Milícia – Ainda de acordo com a Anistia, as áreas já deveriam estar identificadas como indígenas para demarcação, mas “o lobby dos fazendeiros repetidamente vem bloqueando os estudos antropológicos necessários para a identificação”.

Ressalta, ainda, que o caminho dificultoso para atender a reivindicação por terra é responsável pela reocupação de áreas resultando em confrontos violentos, muitas vezes envolvendo a milícia a serviço de fazendeiros.

“Companhias irregulares de segurança, muitas vezes agindo como milícia armada a serviço de fazendeiros e agroindústrias, tem se envolvido em vários casos de violação de direitos humanos na área rural do Brasil e continuam sendo uma séria ameaça aos povos indígenas e trabalhadores rurais que lutam por direito à terra”, finaliza o documento.
Publicado em 14/11/2009

"Índios e afro-brasileiros sofrem discriminação"

atualizado Rosy Lee Brasil

A alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, disse nesta sexta-feira em Brasília que a impressionante lista de políticas e leis designadas para promover os direitos humanos e melhorar as condições sócio-econômicas não estão sendo devidamente implementadas no Brasil.

Em comunicado divulgado no último dia de visita ao país, Pillay afirmou que o resultado é séria discriminação, injustiça e violência, principalmente contra a população indígena e os afro-brasileiros.

Acesso

De acordo com a alta comissária da ONU, essas pessoas estão vivendo em condições de pobreza, sem acesso a serviços básicos e oportunidades de emprego e, até a situação mudar, o progresso do Brasil enfrentará dificuldades em muitas outras áreas.

Pillay fez um apelo aos responsáveis para a implementação total das leis existentes, dos planos e políticas de combate à discriminação.

Ela ressaltou que alguns dos principais problemas do Brasil estão relacionados à situação dos povos indígenas. Pillay reforçou que não encontrou nenhum índio ou representante durante sua passagem pelo país, o que comprova que eles continuam marginalizados.

Segundo a alta comissária da ONU a população indígena não é beneficiada pelo progresso econômico brasileiro, é tratada com indiferença, expulsa de terras e submetida ao trabalho forçado.

Situação parecida vivem os afro-brasileiros que, para Pillay, não ocupam cargos de chefia, são impedidos de competirem nos mesmos níveis com o restante da população e são as maiores vítimas de violência.

Medidas

Apesar das críticas, Navi Pillay afirmou que o governo tomou uma série de medidas importantes, dentro e fora do país, como a criação de secretarias especiais de direitos humanos, políticas para mulheres e igualdade racial, programas ambiciosos para a redução da pobreza e contra a fome, e o aumento do acesso à educação.

Durante sua visita pelo Brasil, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU manteve encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, representantes de governos estaduais e da sociedade civil. Ela esteve em Salvador, Rio de Janeiro e Brasília.




Fonte: Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York*.

Índios disputam olimpíadas no Pará

14/11/09 - 21h08 - Atualizado em 14/11/09 - 21h08

Índios disputam olimpíadas no Pará
No esporte, os eles gostam de inovar: criaram o futebol de coxa e o cabeçabol. Os Jogos Indígenas reúnem 1,3 mil índios de 32 etnias.
atualizado Rosy Lee Brasil

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Em Paragominas, no interior do Pará, 1,3 mil índios de 32 etnias disputaram as Olimpíadas Indígenas. O repórter Clayton Conservani e uma convidada especial acompanharam a festa.

As danças e os rituais dos índios são milenares. No esporte, eles gostam de inovar: criaram o futebol de coxa e o cabeçabol, modalidade que exige cuidado para não quebrar o pescoço.

Mas o esporte também é assunto sério para os guerreiros. Habilidade que vem da selva, nesta que é a décima edição dos Jogos Indígenas, mas as tribos querem mais. O sonho olímpico está mais vivo do que nunca entre os povos da floresta.

“Vamos fazer nossa pesquisa nas aldeias com especialistas, e vamos solicitar o governo que monte uma equipe de trabalho para garimpar esses talentos”, disse o coordenador dos jogos, Carlos Terena.

Garimpo de talentos como o índio Bebeto, craque da tribo Kuikuro do Mato Grosso. Também tem a força dos remadores da etnia Assurini e a precisão do arqueiro cinta larga de Roraima.

"Tem que treinar muito para chegar até 2016", afirmou um dos competidores.

A presença da medalhista olímpica Leila, ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, trouxe até os índios o espírito dos jogos. Agora, falta mostrar que o talento das matas pode ser útil na caça as medalhas.

Fazendeiros, corretores de terras e colonos disputam com índios xavantes uma imensa área que se espalha por quatro municípios de Mato Grosso.

Índios e fazendeiros disputam área em MT
Em 98, governo reconheceu direitos de xavantes e criou reserva.
Justiça determinou saída de não índios, mas fazendeiros recorreram.

Do G1, com informações do Jornal Hoje Atualização:Rosy Lee Brasil
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Fazendeiros, corretores de terras e colonos disputam com índios xavantes uma imensa área que se espalha por quatro municípios de Mato Grosso.



Veja o site do Jornal Hoje



Para evitar um confronto, a Fundação Nacional do Índio (Funai) montou um posto de vigilância na entrada de uma aldeia improvisada, onde vivem 900 xavantes. Os funcionários da Funai dizem que já receberam várias ameaças dos fazendeiros.



Brancos e índios brigam há mais de 40 anos pelas terras de uma antiga fazenda. Dentro dessa área, existe até um vilarejo com mais de 800 habitantes que se recusam a sair. "A Justiça pode até determinar, mas nós vamos lutar até o fim da vida", diz um morador.



saiba mais
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A fazenda foi vendida a uma multinacional e, depois, retalhada em propriedades menores. Em 1998, o governo federal reconheceu o direito dos xavantes e transformou a área em uma reserva.



Há dois anos, a Justiça mandou que todos os não índios deixassem a região. Mas os fazendeiros recorreram e continuam derrubando a floresta para criar gado e plantar soja.



De acordo com as investigações da Polícia Federal, a devastação atinge mais de 60% da reserva indígena. Depois que a floresta é derrubada, a área parece um deserto.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Programa Aldeia Produtiva eleva autoestima dos índios

Programa Aldeia Produtiva eleva autoestima dos índios
Crédito: Rachid Waqued

O Programa Aldeia Produtiva tem fornecido insumos, sementes, ferramentas e óleo diesel a aldeias indígenas de Dois Irmãos do Buriti. Mais um passo foi dado hoje (13), com a entrega de seis patrulhas mecanizadas que beneficiarão diretamente seis aldeias.

As lideranças Terena testemunharam a entrega das chaves e a assinatura do Termo de Cessão de Uso entre o governador André Puccinelli e a Prefeitura, que se responsabiliza pela operação e manutenção dos equipamentos. A entrega dos conjuntos, que totalizam 18 máquinas, abriu o desfile comemorativo de 22 anos do município. Para os cinco caciques presentes à entrega, os equipamentos vão representar ganho de tempo e de esforço, e a oportunidade de mostrar toda a capacidade dos indígenas em cumprir a vocação de trabalhar a terra.

"Melhora toda a agricultura familiar, que é a base da nossa sobrevivência. E nós vamos procurar responder às expectativas, mostrar que o índio é capaz de produzir. O governador chegou para demonstrar interesse em resolver de vez a agricultura familiar dentro das Aldeias", diz o cacique da comunidade Água Azul, Ageu Reginaldo.

Na aldeia Buriti, a opinião do cacique Rodrigues Alcântara é de que a destinação de todos os componentes do Programa Aldeia Produtiva e a presença do próprio governador no encontro com eles para entregar as patrulhas, fortalece a perspectiva de desenvolvimento. "Temos certeza que melhora não só agora, mas a gente também sonha com o futuro".

Um dos mais jovens, o cacique da Aldeia Recanto, Edmar Silva Jorge, 23 anos, lembra que a comunidade sobrevive basicamente da lavoura e que está sempre esperando melhorias para aproveitar bem o cultivo. "A terra é boa, o que faltava pra nós era a contrapartida. Agora a gente tem a faca e o queijo na mão". A produção local, feita preferencialmente para garantir o sustento dos índios da aldeia, deixa alguma sobra para ser vendida fora, quando "às vezes a plantação dá 100%", relata o cacique. Ele espera que a boa produtividade seja rotina agora, com as máquinas ajudando no preparo da terra. "É só dar a contrapartida. O resto a gente faz".

"Vamos mostrar trabalho. Quem está ajudando o índio, vai ver com os próprios olhos o fruto disso". Quem garante é o cacique Laucídio Rodrigues, líder da Aldeia Barreirinho, assegurando que, com as condições oferecidas, os índios vão mostrar sua força e tirar o fruto da própria terra. "O governador André está vendo a grande necessidade da nossa comunidade. É um sonho ter o pão de cada dia trabalhado por nós mesmos".

A expectativa é grande também na Aldeia Olho D'Água, onde os planos são de incrementar a produção. "A comunidade já ta sabendo das patrulhas, 'ta' todo mundo esperando para começar a trabalhar", conta o cacique, Valdeci Silva Reginaldo. A sexta aldeia atendida com esse lote de maquinário é a Aldeia Oliveira.

Moradia

Na Aldeia Buriti, 30 famílias indígenas comemoram, além das máquinas, as novas casas, construídas em parceria entre o governo do Estado e o governo federal, através do programa MS Cidadão "Casa da Gente, com recursos de R$ 469,8 mil do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - FNHIS/Casa Indígena.

Aos 80 anos, o terena Feliciano Delfino é um dos contemplados com a moradia de alvenaria. Ele conta que se inscreveu no programa "só pra participar", sem muita esperança. Há pouco tempo, o octogenário terena mandou construir uma casinha de tijolo e cobertura de sapé, um pouco melhor do que a mais antiga moradia que tinha, toda de palha e sem qualquer segurança. "Por sorte saiu pra mim", ele diz, comemorando, com as chaves nas mãos, ao lado do filho, Wilson Gabriel.

Para Wilson, a felicidade do pai, somada às maquinas do programa Aldeia Produtiva, são um bem para toda a família. Trabalhador da terra, ele conta que, sem maquinário, as dificuldades são grandes desde o preparo do solo. No próprio trabalho, Wilson utiliza pequenas máquinas de tração animal. "Tem uns [moradores da aldeia] que têm trator, mas são pequenos, não como esses" ele conta, apontado o veículo que, junto com uma grade aradora intermediária e uma carreta agrícola semigraneleira, forma a patrulha do programa Aldeia Produtiva.

Fonte: Notícias MS

Marginalização de indíos e negros prejudica progresso do Brasil, diz ONU

Marginalização de indíos e negros prejudica progresso do Brasil, diz ONU
Alta Comissária critica violência policial e elogia transparência do governo federal.

Da BBC Atualização ROSY Lee BRASIL

A marginalização das populações indígenas e afro-brasileiras prejudica o progresso do Brasil, disse nesta sexta-feira a alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay.



"Milhões de afro-brasileiros e indígenas estão atolados na pobreza e não têm acesso a serviços básicos e a oportunidades de emprego. Até que isto mude, esta situação vai prejudicar o progresso do Brasil em muitas outras frentes", disse ela, que visitou os Estados da Bahia e do Rio de Janeiro entre 7 e 13 de novembro.



"Pedi a funcionários em todos os níveis de Governo que se concentrassem na plena aplicação das leis, em planos e políticas para combater a discriminação, inclusive por meio da realização de pesquisas e avaliações."



"Mais uma vez, as medidas fundamentais existem, mas elas não estão sendo adequadamente aplicadas", disse ela.



Problemas



Para a alta comissária, a marginalização fica clara pela pequena quantidade de representantes negros e indígenas no governo.



"A maior parte dos povos indígenas do Brasil não está se beneficiando do impressionante progresso econômico do país e está sendo retida na pobreza pela discriminação e indiferença, expulsa de suas terras pela armadilha do trabalho forçado", disse ela em Brasília.



"Mesmo a grande população afro-brasileira está enfrentando problemas semelhantes em termos de implementação de programas socioeconômicos e discriminação, que os impede de concorrer em igualdade de condições com outros brasileiros."



Outro problema apontado foi o do "uso excessivo de força policial", que teria como suas maiores vítimas os negros.



"Reconheço perfeitamente as dificuldades enfrentadas pela polícia quando ela tenta manter a lei e a ordem. Eles também têm sofrido baixas demais - incluindo os três policiais que morreram recentemente, quando seu helicóptero foi abatido. Eles também estão deixando viúvas e órfãos, e estão sendo privados de seu direito humano mais fundamental, o direito à vida."



"Mas a maneira de parar com a violência não é recorrendo à violência. Em vez disso, é necessário ganhar a confiança das comunidades onde a violência está acontecendo. Um elemento-chave para ganhar a confiança é aplicar a justiça de forma justa", afirmou.



Elogios e sugestões



Pillay elogiou as "francas e abertas discussões com o Presidente, os ministros, membros do judiciário e muitos outros funcionários tanto em nível federal como estadual".



"Ao contrário dos funcionários em muitos outros países, os brasileiros não ocultaram ou minimizaram os problemas da nação."



Ela elogiou ainda a solidez da democracia brasileira e "uma vasta lista de leis, programas e instituições - a começar pela própria Constituição - que formam uma impressionante fundação de proteção de direitos humanos que está alinhada com as obrigações internacionais do País".



Ela lembrou que o Brasil é "o único país da América do Sul que não tomou medidas para enfrentar os abusos cometidos durante o período do regime militar" e incentivou o debate sobre a tortura ocorrida na época como forma de diminuir a incidência atual da prática.



"O fato de que a tortura ocorrida no período militar ainda não foi discutida no Brasil significa que não há um incentivo para parar com a tortura que ocorre agora e que vai ocorrer no futuro."



Pillay afirmou ainda que a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada na próxima década pode ser "uma oportunidade para transformar um círculo vicioso num círculo virtuoso" no Brasil.



"Pode custar um pouco mais no início, mas no longo prazo esse investimento poderia pagar dividendos imensos para o país como um todo."