sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Índios protestam contra hidrelétrica de Belo Monte

Índios protestam contra hidrelétrica de Belo Monte
atualizado por Rosy lee Brasil
AE - Agencia Estado
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BELÉM - Apesar do apoio que recebeu de algumas comunidades indígenas do Xingu, o governo federal ainda vai enfrentar muita resistência para construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. As quatro audiências públicas até agora realizadas para ouvir comunidades da floresta - duas em Altamira, no último fim de semana - terminaram em protestos, inclusive com intervenção da Força Nacional. Em Belém, ontem à noite, índios de várias etnias fecharam ruas em frente ao Centur, local da reunião, afirmando que não permitirão a obra.



"Isso é uma palhaçada, estão impedindo os povos da floresta de falar na audiência e dizer que não querem a usina. O governo veio para a audiência com tudo já decidido", protestava um dos diretores do Fórum da Amazônia Oriental (Faor), Mateus Waterloo. Com faixas e cartazes, os índios, com apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dançavam pintados para a guerra, enquanto 20 homens da Força Nacional formavam um cordão de isolamento para evitar a invasão do auditório.



Indiferentes à manifestação, dirigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), tendo ao lado representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Eletronorte, exibiam vídeos, gráficos e números para mostrar a importância da usina, alegando que ela será responsável pela geração de emprego e renda na região. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Tags: energia, hidrelétrica, Belo Monte, índios O que são TAGS?
Supremo nega retirada de índios de passagem de rio em Roraima
Da Redação - 18/09/2009 - 11h46

atualizar Rosy lee Brasil
O ministro Joaquim Barbosa do STF (Supremo Tribunal Federal) negou pedido de antecipação de tutela na Ação Cível Originária ajuizada pelo estado de Roraima contra a comunidade indígena Waimiri-Atroari.

Segundo o STF (Supremo Tribunal Federal), o governo pedia que determinasse a desobstrução da passagem nos rios Jauaperi e Macucuaú, alegando que há risco iminente de conflito armado entre os índios e os ribeirinhos.

Representada pela Funai (Fundação Nacional do Índio), a comunidade indígena Waimiri-Atroari está localizada entre os estados de Roraima e Amazonas.

De acordo com os procuradores do estado, os indígenas estão impedindo o livre trânsito de pessoas nos rios, afetando moradores das proximidades, especialmente da Região do Baixo Rio Branco.

Na ação, o governo diz que os ribeirinhos têm nos rios “a única via pública existente no Sul do estado para o deslocamento” e para exercerem a atividade que é a principal fonte de renda deles: a extração de castanha. Conforme a ação, houve alteração dos marcos de divisa das terras indígenas Waimiri-Atroari, “adentrando cerca de dezesseis quilômetros no território de Roraima (confluência dos rios Macucuaú e Jauaperi)”.

“Sem prejuízo de novo exame por ocasião do julgamento das questões de fundo e das próprias preliminares arguidas, considero ausentes os requisitos que ensejariam a antecipação da tutela pleiteada”, afirmou o relator. Com base em observações do Ministério Público Federal (MPF), o ministro Joaquim Barbosa ressaltou haver dúvida fundada sobre a legitimidade do estado para pedir a tutela em questão.

De acordo com o relator, se o deslocamento dos limites das terras indígenas afetou o território de outro ente da Federação (estado do Amazonas), “perde densidade a alegada violação de direito subjetivo do estado-autor, que embasaria a concessão da tutela pretendida”.

Por outro lado, o ministro Joaquim Barbosa considerou consistente a alegação do perigo na demora reverso. Ele explicou que a antecipação dos efeitos da tutela pressupõe a existência de grande probabilidade de conhecimento e procedência dos pedidos formulados pelo autor, além da exigência reversibilidade dos efeitos do provimento jurisdicional, direta ou indiretamente.

Ao analisar o caso, o relator entendeu que a alteração dos marcos poderia "ocasionar a consolidação de situações e ao aumento da tensão já existente entre as partes envolvidas”. Assim, Joaquim Barbosa indeferiu o pedido de antecipação da tutela.

Justiça determina saída de índios de fazenda em MS

/ brasil / ÍndiosCELULAR RSS O Portal de Notícias da Globo

17/09/09 - 20h46 - Atualizado em 17/09/09 - 21h12

Justiça determina saída de índios de fazenda em MS
Os guarany kaiwá estão acampados há seis dias às margens da BR-163.
ONG internacional denunciou condições em que os índios ficaram.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
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Em Mato Grosso do Sul, numa disputa de terras entre uma comunidade indígena e um produtor rural, a Justiça ordenou que os guarany kaiwá saíssem de uma fazenda. A história foi noticiada no exterior, depois que uma organização não governamental denunciou as condições em que os índios ficaram.

Veja o site do Jornal Nacional

Os índios guarany kaiwá estão acampados há seis dias às margens da BR-163, perto do município de Rio Brilhante, a 155 quilômetros de Campo Grande.

A fazenda Santo Antônio, de 430 hectares, foi invadida em fevereiro do ano passado. Neste ano, a Justiça determinou a desocupação. Na primeira ordem judicial a Fundação Nacional do Índio (Funai) recorreu e ganhou. Na segunda vez, quem venceu foi o dono das terras, que recebeu a ordem de reintegração de posse.



saiba mais
Projeto reduz número de casos de tuberculose entre índios de MS Índios ocupam sede da Funasa em Mato Grosso Índios desocupam prédio da Funasa no Pará Índios fazem quatro reféns no Maranhão por falta de escola em aldeia
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A Polícia Federal desocupou a área. E os índios improvisaram acampamento em um local sem água nem comida. É a Funai que está alimentando a tribo, que não aceita sair dali.

A briga pela terra foi denunciada no exterior pela ONG Survival International.

A Funai divulgou uma nota em que afirma que está dando apoio jurídico e social aos índios. E que estão em curso estudos para regularizar a situação da tribo em Mato Grosso do Sul.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

cacique Megaron Txucarramãe da etnia Kaiapó,é considerado como uma grande liderança dos povos indígenas - Chefe Kaiapó

é considerado como uma grande liderança dos povos indígenas - Chefe Kaiapó09/02/2009 às 7:48


atualização Rosy Lee Brasil







cacique Megaron Txucarramãe da etnia Kaiapó, da região de Colíder e Elias Januário, vice-reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), além de outras lideranças e acadêmicos indígenas, visitaram na manhã desta quinta-feira, 5, o prefeito de Barra do Bugres, Wilson Francelino de Oliveira. A liderança chegou ao município para conhecer de perto a primeira faculdade indígena da América do Sul que está localizada em Barra do Bugres.
Cacique Megaron, pôde perceber que o município de Barra do Bugres é considerada "terra de todos os povos", haja visto que em período de férias recebem 340 estudantes indígenas de 45 diferentes etnias De acordo com Megaron a recepção do prefeito Wilson foi calorosa e acima de tudo importante "O prefeito está de parabéns por apoiar uma faculdade indígena em seu município, além de estar propiciando troca de cultura entre os povos indígenas, em algumas etnias resgatando a língua e as culturas", disse Megaron revelando que tem o prazer de ter um de seus filhos estudando naquela universidade. "Desejo a ele e sua equipe coragem nessa oportunidade levantando sua trajetória e grandes sucessos na sua luta e nas suas parcerias", concluiu, agradecendo pelo acolhimento da nação indígena em Barra do Bugres

O cacique Megaron Txucarramãe é considerado como uma grande liderança dos povos indígenas - Chefe Kaiapó. "Ele reforça a nossa luta e a importância da nossa faculdade para o povos indígenas", disse o vice-reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Elias Januário, reconhecendo sua luta pelo meio ambiente, ecologia e convivência na diversidade e o direito à vida. "Ele viaja muito para outros países e ter vindo aqui conhecendo nosso programa e a nossa faculdade, ele estará abrindo portas para novos investimentos na educação indígena no pais e com certeza defendera a nossa faculdade e os nossos projetos pelo mundo a fora", observou, ressaltando a influência que o Cacique Megaron tem diante as diversas ONG.

Prefeito Wilson Francelino de Oliveira recepcionou a liderança indígena em seu gabinete e explanou as dificuldades que o município está enfrentando, mas que estará fazendo o que for possível para o crescimento da educação indígena em forma de parceria. "Hoje estou sendo eu o beneficiado de estar recebendo um chefe maior indígena a nível mundo e estou a disposição para contribuir no que for possível dentro dos parâmetros que a lei nos determina como executivo", acentuou o prefeito, pedindo desculpa pelo pouco período que teve na reforma do espaço que acomoda os acadêmicos que estava em péssimas condições. Haja vista que o mesmo assumiu no dia 1º de janeiro e dia 6 já estava chegando acadêmicos no município para estudar.


Fonte: Assessoria

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Direitos dos indígenas do Brasil violados diariamente




Mundo
Direitos dos indígenas do Brasil violados diariamente
Os povos indígenas do Brasil continuam a ver os seus direitos humanos violados diariamente, nomeadamente através de invasões das suas terras. A conclusão é de um estudo feito por um relator especial das Nações Unidas, James Anaya. O documento vai ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, no próximo dia 14 de Setembro. A jornalista Alexandra Costa revela mais pormenores sobre as condições de vida dos indígenas brasileiros.
2009-08-20 00:03:35
http://mp3.rtp.pt/mp3/wavrss/info/nacional/460370_40562.mp3
00:01:37
272474
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=7&t=Direitos-dos-indigenas-do-Brasil-violados-diariamente.rtp&article=272474
Direitos dos indígenas do Brasil violados diariamente
2009-08-20 00:03:35
atualizado pOR Rosy Lee Brasil
Mundo
Direitos dos indígenas do Brasil violados diariamente
Os povos indígenas do Brasil continuam a ver os seus direitos humanos violados diariamente, nomeadamente através de invasões das suas terras. A conclusão é de um estudo feito por um relator especial das Nações Unidas, James Anaya. O documento vai ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, no próximo dia 14 de Setembro. A jornalista Alexandra Costa revela mais pormenores sobre as condições de vida dos indígenas brasileiros.

Estatuto dos Povos Indígenas é desafio para o Congresso Nacional

Índios




Estatuto dos Povos Indígenas é desafio para o Congresso Nacional
[25/08/2009 10:26]
atualização 28-9-2009por Rosy Lee Brasil
A articulação realizada pela CNPI, para aprovar um novo Estatuto para os Povos Indígenas, começa a se refletir no Congresso A proposta foi apresentada pelo ministro da Justiça ao presidente da Câmara dos Deputados, que recebeu também uma comissão de lideranças indígenas.



A nova proposta de Estatuto dos Povos Indígenas é resultado de dez seminários regionais e várias reuniões promovidas pela Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), que reúne representantes de órgãos do governo, indigenistas e lideranças indígenas As discussões foram necessárias para atualizar o Estatuto do Índio, de 1973, defasado em relação à Constituição Federal de 1988 e à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O resultado das discussões foi apresentado no início do mês ao deputado Michel Temer, presidente da Câmara, onde está parada, há 15 anos, a tramitação do Projeto de Lei (PL) nº 2057/91 do Estatuto das Sociedades Indígenas.

A proposta da CNPI, levada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, tem 249 artigos: institui o poder de polícia da Fundação Nacional do Índio (Funai); trata da gestão territorial e ambiental; das atividades econômicas indígenas e do uso sustentável dos recursos naturais renováveis; regulamenta a exploração de recursos minerais e hídricos, com direito de veto das comunidades afetadas; trata da consulta prévia; traz a possibilidade de os povos indígenas serem remunerados por serviços ambientais e também dispõe sobre saúde e educação, entre outros temas. Veja a proposta de Estatuto da CNPI aqui.

Na última reunião da comissão, que ocorreu dias 13 e 14 de agosto, o Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, declarou o compromisso do governo de ter uma proposta aprovada no Congresso ainda este ano. O objetivo é que seja posto em julgamento o recurso que paralisa a tramitação. Com isso, o PL nº 2057/91 seria submetido a emendas de plenário e depois poderia ser criada uma Comissão Especial para analisá-las e apresentar um substitutivo. Uma vez que seja aprovado na Câmara, o PL deve ser analisado pelo Senado, e – se sofrer alterações – retornar à Câmara. Abramovay disse que a entrega da proposta, enfatizada por ele como uma prioridade do governo, “foi bem recebida por Temer, que a considera uma agenda positiva”.

Outra prioridade da CNPI é o projeto de lei que cria o Conselho Nacional de Política Indigenista, encaminhado no ano passado pelo governo ao Congresso. Resultado de um ano de trabalho da CNPI, o Conselho, uma vez estabelecido, substituirá a Comissão, criada em caráter temporário, e sua missão será deliberar sobre a política nacional para os povos indígenas.

O clima anti-indígena no Congresso

A discussão sobre a nova lei que vai estabelecer direitos e deveres dos índios de acordo com a Constituição Federal chega em um momento no qual o Congresso está mobilizado para mudar regras e impedir demarcações.

Enquanto o PL do novo Estatuto parou de tramitar em 1994, pipocaram dezenas de proposições que alteram a forma como as Terras Indígenas são demarcadas, autorizam a construção de hidrelétricas e hidrovias e regulamentam a exploração de minérios em TIs, entre outras.

Em 2008 foram apresentadas pelo menos 15 novas proposições sobre direitos indígenas. A maioria delas visa a restringir os direitos garantidos na CF de 1988, principalmente submetendo a demarcação de terras ao Congresso Nacional. Deputados apresentaram seis novos projetos de decretos legislativos para sustar atos do executivo relativos a demarcação de terras indígenas. Veja mais sobre as proposições aqui.

Parlamentares de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, por exemplo, apresentaram proposições para sustar as portarias do ministro da Justiça que declaram as Terras Indígenas Manoki, dos índios de mesmo nome, TI Batelão, dos Kaiabi, no Mato Grosso, e a Terra Indígena Ibirama La-Klanô, dos Xokleng, Kaingang e Guarani, em Santa Catarina. E isso, apesar de haver entendimento no Supremo Tribunal Federal (STF) de que as portarias que declaram uma terra como indígena e os decretos que homologam as demarcações ou que regulamentam a forma como as demarcações são feitas, são atos administrativos, e que, portanto, estariam fora do controle do Congresso Nacional - que alcança apenas os atos normativos do Executivo.

Até mesmo o decreto nº 1775/96 ,do Presidente da República, que dispõe sobre o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas, é alvo de uma proposta que pretende suspende-lo. Também a iniciativa da Funai, de finalmente buscar solução adequada para os índios Guarani do Mato Grosso do Sul, repercutiu negativamente na Câmara dos Deputados. Duas propostas buscam sustar as portarias da Funai de identificação das terras da maior população indígena do País – os Guarani – e a que vive a situação mais dramática. Mortes recorrentes de crianças por desnutrição, desestruturação social, suicídios causados pela privação de acesso à terra e aos recursos naturais necessários à sua sobrevivência física e cultural freqüentam assiduamente as páginas dos jornais. Veja mais aqui.

O desafio é conseguir apoio e mobilização suficientes para fazer com que o PL do Estatuto volte a tramitar e, assim, fazer com que as discussões relativas aos direitos indígenas sejam realizadas dentro do seu contexto, em vez de distribuídas em diferentes proposições.

Demarcação é competência do Executivo e não do Congresso Nacional

O ministro Ayres Britto do STF, relator da ação popular contra a demarcação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, em Roraima, destacou, em seu extenso voto, durante o julgamento, que a competência pela demarcação é do Executivo e não do Legislativo, como querem alguns parlamentares federais. Em um item especificamente dedicado ao tema, o ministro ajuiza “que somente à União compete instaurar, sequenciar e concluir formalmente o processo demarcatório das Terras Indígenas, tanto quanto efetivá-lo materialmente. Mas instaurar, sequenciar, concluir e efetivar esse processo por atos situados na esfera de atuação do Poder Executivo Federal, pois as competências deferidas ao Congresso Nacional, com efeito concreto ou sem densidade normativa, se esgotam nos seguintes fazeres...” e passa a citar a autorização para exploração de recursos minerais e hídricos em terras indígenas.

Já que as coordenadas constitucionais são no sentido de que cabe exclusivamente ao Poder Executivo realizar as demarcações, existem propostas no Congresso Nacional para alterar a própria Constituição Federal, indo de encontro ao entendimento de que os artigos que garantem os direitos indígenas são cláusulas pétreas e, portanto, não podem ser alterados.

Depois da segunda parte do julgamento da TI Raposa-Serra do Sol, que confirmou a demarcação, parlamentares de Roraima, como o senador Augusto Botelho, propuseram projetos de lei que alteram o Estatuto do Índio, para permitir, por exemplo, que terceiros não-indígenas possam ter acesso, por meio de parceria, aos recursos naturais exclusivos dos índios. Existem também várias propostas na Câmara e no Senado para regulamentar a exploração de recursos minerais e hídricos.

Obras e a falta de Consulta Prévia

A ausência de definição do que seja de relevante interesse público da União, para justificar as obras que podem ser construídas excepcionalmente em Terras Indígenas, levou um deputado do Mato Grosso a propor um Projeto de Lei Complementar (PLP) que declara rodovias, ferrovias e hidrovias como tais. Enquanto não houver a definição do que seja o relevante interesse da União não pode haver obras em Terras Indígenas que atentem contra o direito dos índios à posse permanente da terra e de usufruto exclusivo dos recursos naturais que nelas existem.

Do Senado veio ainda a proposta do senador Edison Lobão Filho, do PMDB/MA, de alterar o Estatuto do Índio para propor critérios de imputabilidade aos indígenas. O senador, filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, agiu possivelmente motivado pelo episódio que envolveu os Kayapó e um engenheiro da Eletronorte, em maio do ano passado, durante encontro para discutir hidrelétricas em Altamira (PA). Esse encontro ocorreu vinte anos depois de outro realizado na mesma cidade de Altamira, quando os índios recusaram a proposta da Eletronorte de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio XIngu. Em 2008, a empresa voltou com um projeto mais enxuto, mas ainda danoso aos direitos indígenas. Veja mais aqui. Não foram apresentados no Congresso projetos que busquem a eficiência no uso da energia, em prédios públicos, por exemplo, nem de incentivo a novas tecnologias de geração de energia ou de repotenciação de usinas hidrelétricas já instaladas. Criminalizar os índios que protestam em defesa de suas terras e recursos naturais é bem mais fácil.

O direito de consulta dos povos indígenas em relação a medidas administrativas e legislativas que os afetem, previsto na Convenção 169 da OIT, em vigor no Brasil desde 2004, poderia ajudar a criar um espaço de diálogo entre o poder público e comunidades indígenas em casos específicos, mas não vem sendo aplicado, o que pode tornar mais agudos os conflitos como no caso dos Kayapó e a Hidrelétrica Belo Monte. O Decreto Legislativo que autorizou a construção da obra em 2005 não consultou as comunidades indígenas que por ela serão afetadas.

Nesse ambiente hostil aos direitos indígenas, mobilização e fortes alianças serão fundamentais para a aprovação de uma lei que faça jus aos avanços obtidos nos últimos vinte anos.




ISA, Ana Paula Caldeira Souto Maior.

Indenização e reparação pela escravidão no Brasil

Indenização e reparação pela escravidão no Brasil


Assunto: Devido so 400 anos de escravidão no Brasil, o povo negro foi renegado a não ter acesso aos bens para sua sobrevivencia digna, com base nisto exige-se reparação em vista de sua inclusão social e raial na politica econoica do Brasil.




Proposta de Lei

Fica decretado que os negros do Brasill e sua descencia possa te acesso aos bens materias para o seu pleno desenvolvimento. O holocaussto que destruiu a dignidade dos povos africanso vindo servir aos portugueses deixaram uma cultura rica e diversos manifesto. Mas pra repara é precio ir além e instituir a capacidade de fazer valer o direito coletivo aos bens do Brasil, que forma construido commuita força e coragem.


Artigo 1° Fica decretado para o governo brasileiro reparar e indenizar a escravidão dos negros descendentes que sofreram e sofrem danos no periodo da escravidão. Esta Lei será regulamentada pelos movimentos quilmbolas em assembleias realizadas por sua lideranças, com anunência do e apoio do governodo Brasil e os movimentos negros em atividades com mais de tres anos.
Esta Lei em vigor da data de sua publicação.


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Forma longos anos de sofrimento e dor que o povo negro passou nas mãos dos capitães do mato. vigiados por todo tipo de vigilância para não ter acesso aso bens disponiveis no periodo escravocrata. após a Lei Área não houve reparação pelo prejuizo que sofrem na escravatura. Ainda hoje há uma grande divida soical e racial como povo negro. O governo Brasileiro tem a responsabilidade de reparar a escravidão com politicas afirmativas. Uma delas será indenizar os descendentes de negros que sofreram escarvidão, ou foram se refugiar nos quilombos.



Obs: Todas as propostas de lei podem ser citados na íntegra ou parcialmente, desde que seja citada a fonte, no caso o site www.jurisway.org.br.
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