sexta-feira, 17 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Público lança edição especial gratuita no Dia da Terra
diario digital

O jornal Público vai assinalar o Dia da Terra (22 de Abril, quarta-feira) com uma edição especial gratuita dedicada à energia verde em Portugal.
Será feito um balanço do que mudou no nosso país desde 1990, ao nível da produção e consumo de energia, «fruto de mais consciência ambiental, novos interesses económicos e preocupações com as alterações económicas», segundo o noticiado em comunicado.

A edição propõe-se responder a questões como «o país rendeu-se às renováveis?» ou «O que mudou nas nossas casas, nos nossos carros, nas nossas cidades, nas escolas e no comércio?».

O caderno especial vai estar centrado em dez perguntas «essenciais», que serão respondidas com breves histórias de 1990 e uma reportagem sobre 2009, no sentido de estabelecer uma comparação entre as duas datas. O Dia da Terra foi criado em 1970 pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto ao nível nacional contra a poluição, contando com a coordenação de Dennis Hayes. Foi no ano 1990 que o resto do mundo adoptou o dia 22 de Abril como Dia da Terra, promovendo um impulso significativo aos esforços de reciclagem e de protecção do meio ambiente.

Semana dos Povos Indígenas


Semana dos Povos Indígenas
Marcelo Manzatti, São Paulo (SP) · 17/4/2008 09:47
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overponto Exposições, filmes, palestras, debates, mostras de artesanato para celebrar o Dia do Índio
Diversas atividades comemorativas ao Dia do Índio (19 de abril), acontecerão a partir desta quarta-feira, dia 16, em Brasília, na denominada Semana dos Povos Indígenas 2008. A realização é dos ministérios da Justiça, da Cultura e do Esporte, além da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Governo do Distrito Federal. Toda a programação será desenvolvida no Memorial dos Povos Indígenas (Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti) e na Funai (SEPS Quadra 702/902, Projeção A, Edifício Lex).
Exposições, jogos e brincadeiras, inaugurações, mostra cinematográfica, lançamento de filmes, homenagens, tardes culturais, debates e uma série de outras atividades farão parte do evento. A solenidade de abertura acontecerá às 18h do dia 16, momento em que, segundo as tradições indígenas, o Fogo Sagrado será aceso.
Na mesma data, a partir das 19h, serão inauguradas três exposições, dentre elas, Jogos e Brincadeiras do Povo Kalapalo, composta por 84 fotografias que revelam diversos aspectos culturais dessa etnia do Alto Xingu (MT). A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) é a responsável pela montagem da exposição, que foi parcialmente cedida pelo Sesc/SP. As duas outras mostras serão Marechal Rondon - fotografias, documentos e filmetes e Soldados Indígenas da Amazônia.
No dia 17, às 10h, o secretário Sérgio Mamberti participará do debate Políticas Públicas de Cultura para Povos Indígenas, juntamente com o diretor de Assistência da Funai, Aloysio Guapindaia, e o gerente do Memorial dos Povos Indígenas, Marcos Terena. Nesse mesmo dia, às 19h, haverá o lançamento e a estréia do filme IX Jogos Indígenas, de Ronaldo Duque. Trata-se de um documentário da 9ª edição dos jogos dos povos indígenas, realizada em novembro de 2007, em Recife e Olinda, evento que reuniu cerca de mil indígenas de 33 etnias.
Confira a programação completa da Semana dos Povos Indígenas 2008, em Brasília, com os respectivos locais de realização das atividades.
No Maranhão
Com o tema Direitos Humanos e Políticas Indigenistas, será realizada, em São Luís, entre os dias 15 e 19 de abril, a 2ª Semana dos Povos Indígenas no Maranhão. O evento estimulará o debate em torno da realidade atual dos indígenas maranhenses, justamente nesse período em que se comemoram os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A semana é uma promoção do Governo do Estado, por meio das secretarias de Cultura e de Educação, em parceria com as secretarias de Agricultura, Direitos Humanos, Igualdade Racial, Fundação Nacional do Índio e organizações indígenas no Maranhão. As atividades serão realizadas no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho e Teatro João do Vale, Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís.
Dentre os temas em destaque, consta o das políticas e ações indigenistas direcionadas à educação, saúde, terras e meio ambiente. A cerimônia de abertura acontecerá às 19h do dia 15, no Teatro João do Vale, com a presença do governador Jackson Lago.
Além das mesas-redondas, o evento chamará a atenção em virtude das exposições em arqueologia, arte e artesanato indígena. Haverá exposições fotográficas e sessões de filmes etnográficos sobre os povos indígenas de várias regiões brasileiras. Cantos e danças de diferentes etnias presentes no estado do Maranhão serão apresentadas diariamente, sempre ao final da programação diária.
Veja a programação da Semana dos Povos Indígenas no Maranhão.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Evento busca fortalecer imagem positiva dos povos indígenas


15/04/09 - 19:24

I Fórum de discussões indígenas promovido pela Faculdades Integradas de Cacoal (Unesc), por intermédio do departamento do curso de pedagogia acontece nesta quinta (16), a partir das 19hs00 no auditório da Instituição e colocará em pauta questões fundamentais à vida do índio, estreitando o conhecimento e fortalecendo a imagem positiva dos povos indígenas, focalizando as ações voltadas para educação, saúde, terras e meio ambiente, promovendo a reflexão da comunidade acadêmica.

Segundo a professora do curso de pedagogia, na disciplina de Educação Indígena e coordenadora do Fórum, Loany Larissa Ferreira da Costa, o evento terá participação de acadêmicos dos cursos de Pedagogia, Letras e uma turma do 5º período de Psicologia. “O objetivo principal do evento é aprofundar o tema e conhecer um pouco mais sobre história, o direito e a cultura indígena proporcionando uma nova consciência do papel transformador que cada um possui” destacou.

O diretor geral da Unesc, professor Ismael Cury, destaca a importância do evento para a comunidade acadêmica e ao mesmo tempo ao povo indígena. “Nossa Instituição estará sempre de portas abertas para eventos dessa magnitude. Conhecer a realidade do povo Suruí é o primeiro passo rumo ao crescimento étnico e cultural” destacou.


Programação

Solenidade de abertura as 19:00h.
Palestra: “Índios Suruís: Uma abordagem histórica, sócio-educacional e ambiental”, com Almir Surui, coordenador etno-ambiental da COIAB e vice-presidente da ACT.

Fórum de discussão com representantes das instituições responsáveis pelas políticas e ações indigenistas, representantes indígenas e pesquisadores autônomos, onde serão colocadas em pauta algumas questões fundamentais à vida desses povos.

Joaton Surui – professor nota 10 – falará sobre sua experiência de vida e como conquistou o premio educador nota 10, um dos mais importantes da educação brasileira.

Durante o Fórum será realizada a exposição de artesanatos indígenas, apresentações culturais de teatro, paródias, inseridos pelo coordenador do curso de pedagogia, Professor Volmar Meia Casa.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Funai lança programa de documentação de línguas indígenas

quarta-feira 15 de abril
Funai lança programa de documentação de línguas indígenas
O objetivo da iniciativa é fortalecer cerca de 20 línguas nativas que estão correndo o risco de desaparecer

Agência Brasil
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BRASÍLIA -


A Fundação Nacional do Índio (Funai) lançou na terça-feira, 14, o programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas Brasileiras, em Brasília. O objetivo da iniciativa é fortalecer cerca de 20 línguas nativas que estão correndo o risco de desaparecer. Também foi aberta a exposição Tisakisu - Tradição e Novas Tecnologias da Memória elaborada pelos índios da etnia Kuikuro, localizada no Alto Xingu (MT).




De acordo com o presidente da Funai, Márcio Meira, o programa irá disponibilizar equipamentos digitais de alta tecnologia aos jovens índios para o registro das formas de comunicação indígena. "Documentar uma língua é mais do que escrever uma gramática ou um dicionário. É preciso reunir gravações em áudio e vídeo que representem todos os gêneros da fala indígena", afirmou.



O presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu, Mutua Mehinaku, afirmou que, no início, a realização dos trabalhos da exposição foi difícil pela resistência dos mais velhos da tribo. "Quando começamos o trabalho foi difícil porque os mais velhos não aceitaram as câmeras, mas depois que explicamos que era para o futuro da língua do povo indígena, eles aceitaram", disse.



Com o programa, será criado um acervo digital, um dicionário, uma gramática básica, mídias de divulgação e publicações científicas, abrangendo as etnias localizadas no Parque Indígena do Xingu, no estado de Mato Grosso. Segundo Meira, existem 180 línguas nativas no Brasil e a expectativa é de que o programa cresça e passe a documentar a língua de todo povo indígena do Brasil. "O programa será aplicado em várias etnias indígenas, a princípio o foco é nos povos xinguano porque a iniciativa partiu deles", informou.



A exposição fica no Salão Negro do Ministério da Justiça até o dia 14 de maio e apresenta um acervo de 11 vídeos, 100 fotos e dois filmes produzidos pelos índios kuikuro.

"As Nações Unidas dedicaram um ano internacional aos povos indígenas

Na Revista AUDÁCIA: "As Nações Unidas dedicaram um ano internacional aos povos indígenas, seguido de uma década. Mas não chegou. Até 2015 assinala-se a Segunda Década Internacional. Chegará? Quantos anos, quantas décadas internacionais serão precisas para o mundo se dar conta dos problemas dos povos feitos estranhos nas suas próprias terras?"

Quantos são os povos indígenas? Não há consenso. Estima-se que sejam entre 350 e 500 milhões de pessoas, repartidos por 70 países. Representam mais de 5000 línguas e culturas. Mas muitos continuam ameaçados, ou mesmo à beira da extinção.
No Brasil, por exemplo, há ainda 15 povos indígenas a viver em isolamento voluntário na Amazónia. Além destes, a Fundação Nacional do Índio tem indícios da presença de outros 28 povos ainda não contactados. Não se sabe quantas pessoas são. Sabe-se que estas tribos fazem parte da lista dos povos ameaçados.
Até há pouco tempo, o próprio conceito de indígena não estava definido. Actualmente, e segundo o relator especial das Nações Unidas J. Martínez Cobo, «são comunidades, povos e nações indígenas os que, tendo uma continuidade histórica com as sociedades anteriores à invasão e colonização que se desenvolveram nos territórios, consideram-se diferentes de outros sectores das sociedades que agora prevalecem nesses territórios ou em partes deles». Cobo define-os também como «sectores não dominantes da sociedade e têm a determinação de preservar, desenvolver e transmitir às futuras gerações os seus territórios ancestrais e a sua identidade étnica como base de sua existência continuada como povo, de acordo com os seus próprios padrões culturais, as suas instituições sociais e os seus sistemas legais».
Mas o panorama não é animador. Um pouco por toda a parte, as populações indígenas são discriminadas e despojadas das suas terras, vêem as suas línguas e costumes relegados para segundo plano ou explorados. Também vêem ignorados os seus métodos sustentáveis de exploração dos recursos naturais.

Segunda Década

A relação especial que os povos indígenas têm com a sua terra e o seu meio ainda não foi reconhecida até à data por nenhum instrumento de direitos humanos das Nações Unidas.
As primeiras normas para promover os direitos dos grupos indígenas são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e entraram em vigor em 1991. Declaram que nenhum Estado nem grupo social tem o direito de negar a identidade a que tem direito uma população indígena e impõem aos Estados a obrigação de velar, com a participação desses povos, pelos seus direitos e integridade.
Dois anos depois, celebrou-se o Ano Internacional das Populações Indígenas. E em 1995 começou a primeira Década Internacional das Populações Indígenas. Foi um marco na luta destes povos para conseguir o reconhecimento dos seus direitos e a igualdade de condições nas terras dos seus antepassados. No ano passado, as Nações Unidas lançaram a Segunda Década. Desta vez para lembrar «que o diálogo, por si só, não é suficiente». E que é fundamental «privilegiar a acção para proteger os direitos das populações indígenas - como governo próprio e autonomia nos seus assuntos, como religião e modos de ensino -, e melhorar a sua situação no que se refere a poder possuir, controlar e utilizar as suas terras, as suas línguas, o seu modo de vida e as suas culturas».
Com este objectivo, criou-se um Fórum Permanente das Nações Unidas sobre as Questões Indígenas, que trabalha um projecto de declaração dos direitos destes povos.

Problemas e avanços

Quase todas as comunidades indígenas enfrentam problemas. No Peru, Equador e Bolívia os índios acusam a petrolífera brasileira Petrobras de poluir o meio ambiente e arruinar o seu modo de vida. Na Colômbia, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados afirma que o conflito armado entre o Governo e a guerrilha provocou em 2005 a deslocação forçada de 19 mil índios nasa e quéchuas.
No Botsuana, muitos bosquímanos foram presos, agredidos e torturados. Proibiram-lhes a caça e a recolecção e todos os líderes da First People of the Kalahari, uma ONG local, estão presos desde Setembro de 2005, acusados de entrada ilegal na reserva.
Mas há países onde se registam melhorias, com a adopção de novas leis ou a eleição de índios para altos cargos. Um exemplo vem da Bolívia, onde Evo Morales, um índio aimara, foi recentemente eleito presidente da República.
No Canadá, o Governo decidiu compensar os índios com ajudas económicas para fazer face à pobreza e aos problemas de saúde que ocorrem nas reservas indígenas. Além disso, as autoridades decidiram atribuir 1,7 mil milhões de dólares de indemnização às centenas de indígenas que foram abusados física e sexualmente enquanto alunos internos de colégios governamentais. As nações indígenas do Canadá, conhecidas como as Primeiras Nações, representam actualmente menos de dois por cento da população.
E no Brasil, apesar do conflito latente entre índios e fazendeiros e madeireiros, a população indígena aumentou 150 por cento na década de 90. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os índios passaram de 294 mil, em 1991, para 734 mil, em 2000.

Blogue indígena

O blogue Tupiniquim foi eleito pelos cibernautas como o «melhor weblog» de 2005, no concurso internacional «The Best of the Blogs». O Tupiniquim, nascido em 2003, dedica-se à divulgação de notícias, denúncias e campanhas sobre povos indígenas de todo o mundo. É mantido por Fernando Sousa, jornalista do jornal «Público», e Luís Galrão, editor do QUERCUS Ambiente. O júri, no entanto, escolheu o blogue argentino «Más respeto, que soy tu madre» como blogue do ano. Esta foi a segunda edição deste concurso, conhecido por «The Bobs» e organizado pela rádio alemã Deutsche Welle.

*Por: Luís Galrão, Editor do jornal QUERCUS Ambiente e activista dos Direitos Humanos [artigo completo]
Publicada por L.G. em 4/30/2006 11:59:00 PM

Governo propõe salário mínimo de R$ 506,50

/ economia e negócios / Salário mínimoCELULAR RSS O Portal de Notícias da Globo

15/04/09 - 17h07 - Atualizado em 15/04/09 - 17h34

Governo propõe salário mínimo de R$ 506,50 a partir de 1º de fevereiro
Valor seria relativo ao pagamento de janeiro.
Governo prevê crescimento de 4,5% e taxa de juros de 10,2% em 2010.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
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O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo federal está propondo um salário mínimo de R$ 506,50 no ano que vem. O primeiro pagamento com o novo valor seria depositado em 1º de fevereiro, referente a janeiro. A proposta está incluída no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada nesta quarta-feira (15) ao Congresso.

Atualmente, o salário mínimo é de R$ 465. O último reajuste aconteceu em fevereiro deste ano.



Segundo Bernardo, a proposta contempla a expectativa de inflação deste ano e a previsão de crescimento do PIB em 2008.



Depois de prever um crescimento econômico de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, o governo federal informou que a expectativa é de uma expansão muito maior em 2010: de 4,5% –mais do que o dobro do estimado para 2009.



"Estamos trabalhando com a recuperação da economia em 2010. Um crescimento de 4% a 4,5%", informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em 2011, a previsão é de um crescimento econômico de 5% para o PIB.

Tendo por base projeções do mercado financeiro, o governo estimou ainda um recuo da taxa básica de juros básicos da economia brasileira. A previsão é de uma taxa Selic média de 10,8% neste ano, de 10,2% em 2010, de 10% em 2011 e de 9,99% em 2012.



O governo também espera uma subida no preço do petróleo, que passaria de US$ 47,27 p preço do barril em 2009, para US$ 56 em 2010, para US$ 61 em 2011 e para US$ 64,24 em 2012.


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terça-feira, 14 de abril de 2009

A Reserva Raposa Serra do Sol será ocupada só por índios.

Como já era previsto, o STF concluiu o julgamento sobre a validade da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta quinta-feira (19), com 10 votos favoráveis e 1 contra e determinou também a saída imediata dos não índios que ainda ocupam a reserva.

Em seu voto, apesar de defender os limites contínuos da reserva, o ministro Gilmar Mendes criticou o governo quanto ao "abandono dos indígenas".

“Os índios estão entregues um pouco a própria sorte. Há um abandono completo do poder público. Faz-se a demarcação e nada mais”.

O STF definiu que o TRF da 1ª Região fiscalizará a atividade da Polícia Federal quanto ao cumprimento da retirada dos não índios e juntos estabelecerão um cronograma, que será definido possivelmente até nesta sexta-feira (20).
Ayres Britto disse que primeiro precisa conversar com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Jirair Aram Meguerian, para se informar da situação no local. “Preciso de um quadro factual, de alguém que me trace o quadro, que faça alguns prognósticos, que me ofereça sugestões”.

As questões relativas as indenizações não devem interferir na saída dos fazendeiros da região, disse ainda o ministro. “Esses processos são paralelos, correm na justiça comum e não têm nada a ver com o STF”, explicou. Quanto à existência de plantações na região, que ainda estariam para ser colhidas, o ministro explicou que como a retirada dos fazendeiros foi suspensa por uma liminar (AC 2009), “quem plantou nesse período, plantou por sua conta e risco”.

O Ministro Ayres Britto, acha que a retirada será feita com tranquilidade e rapidez.
“Não há mais clima para confronto. Ordem judicial é para ser cumprida, notadamente uma ordem da Suprema Corte”.

A possibilidade de ampliação das terras indígenas já demarcadas foi um dos pontos mais discutidos pelos ministros

Para o ministro Carlos Ayres Britto, a restrição só poderia valer para a reserva em questão, não para as demais terras indígenas. Contudo, na opinião de Direito, uma vez feita a demarcação, não deve haver ampliação da reserva.

“A ampliação vai gerar consequências gravosas para aqueles que, uma vez feita a demarcação e executada a demarcação, possam adquirir direitos em função dessa demarcação”. “Se admitirmos que pode haver a ampliação, todo momento nós vamos ter esse embate”, acrescentou Direito.

O ministro Cezar Peluso reforçou essa linha de entendimento ao comentar que no ato da demarcação fica reconhecido que a área corresponde à posse efetivamente aprovada. “Se admitirmos que a área demarcada pode ser ampliada, isso significa que é duvidosa a área ocupada. Se deixarmos em aberto a possibilidade de discussão dos limites da demarcação nós deixaremos em aberto para todos os efeitos – não só para ampliação – o alcance da posse”, ressaltou.

As 18 restrições sugeridas pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que foram aceitas, debatidas, melhoradas e acrescidas em mais um item, servirão como uma "cartilha" que terá de ser respeitada por índios, ONGs e pela FUNAI, servindo também como fundamento para novas ações.

As 19 condições estabelecidas para demarcação e ocupação de terras indígenas terão os seguintes conteúdos:

1 – O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser relativizado sempre que houver como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição Federal) o relevante interesse público da União na forma de Lei Complementar;

2 - O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;

3 - O usufruto dos índios não abrange a pesquisa e a lavra das riquezas minerais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional, assegurando aos índios participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

4 – O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, devendo se for o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;

5 - O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional. A instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

6 – A atuação das Forças Armadas da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica garantida e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

7 – O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;

8 – O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação fica sob a responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

9 - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, que deverão ser ouvidas, levando em conta os usos, as tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;

10 - O trânsito de visitantes e pesquisadores não-índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes;

11 – Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não-índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;

12 – O ingresso, trânsito e a permanência de não-índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;

13 – A cobrança de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;

14 - As terras indígenas não poderão ser objeto de arrendamento ou de qualquer ato ou negócio jurídico, que restrinja o pleno exercício do usufruto e da posse direta pela comunidade jurídica;

15 – É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;

16 - As terras sob ocupação e posse dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, XVI, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena imunidade tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;

17 – É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;

18 – Os direitos dos índios relacionados as suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis.

19 – É assegurada a efetiva participação dos entes federativos em todas as etapas do processo de demarcação.