terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os índios querem que a coordenação administrativa da Funai continue no Paraná

Índios do Paraná realizam reunião em Brasília
Os índios querem que a coordenação administrativa da Funai continue no Paraná
09/02/10 às 18:43 | Redação Bem Para

atualização Rosy Lee Brasil Índios pedem apoio do Paraná para reverter decisão da Funai
A reunião realizada na tarde desta terça-feira (9), na sede da Funasa, em Curitiba, para discutir a nova estrutura da Fundação Nacional do Índio no Paraná, resultou no agendamento de reunião para a próxima quinta-feira (11), na presidência da Funai, em Brasília, com lideranças indígenas, representantes do Governo do Estado, do Ministério Público Estadual e autoridades da Funai.

A reunião de hoje durou mais de três horas e contou com a presença de membros dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, de funcionários da Funai de Curitiba e de Guarapuava, de representante da Funai de Brasília e outras pessoas vinculadas à causa indígena.

Os índios querem que a coordenação administrativa da Funai continue no Paraná. Reestruturação feita pelo Governo Federal, por meio do decreto nº 7.056, de 28 de dezembro de 2009, transformou as três regionais administrativas da Fundação no Estado em Comissões Técnicas. Duas outras regionais administrativas foram criadas no estado de Santa Catarina, às quais o Paraná ficou vinculado.

“A reunião foi tensa, mas abriu-se um canal de diálogo entre os índios e a Funai de Brasília. Com isso, esperamos que os ânimos se acalmem e que se possa chegar a um consenso a partir da próxima reunião”, afirma o promotor de Justiça Luiz Eduardo Canto de Azevedo Bueno, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção às Comunidades Indígenas.

Indígenas vão à Europa denunciar violações de direitos


05/02/2010 - 06h02
Indígenas vão à Europa denunciar violações de direitos

Por Natasha Pitts, da Adital

atualição Rosy Lee Brasil
Uma comissão formada por povos indígenas do Nordeste está na Europa desde o dia 24 de janeiro para denunciar a entidades internacionais as violações aos seus direitos em virtude das obras de transposição do rio São Francisco. A Comissão deverá passar pela Itália, Suíça, Bélgica e França e tem retorno marcado para o próximo sábado, dia 6.

Nesta segunda-feira (1), a comissão da ‘Campanha Opará - Povos Indígenas em defesa do rio São Francisco’ esteve reunida com representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Conselho Mundial de Igrejas. Durante o encontro, os indígenas reforçaram a necessidade de intervenção internacional para que o Governo Brasileiro possa cumprir sua própria legislação e a Convenção 169 da OIT.

Na ocasião, a delegação da Campanha Opará também entregou o relatório “Povos Indígenas do Nordeste impactados com a Transposição do rio São Francisco” em que são denunciadas todas as formas de violência contra os povos indígenas em decorrência da transposição e as transgressões cometidas pelo Governo Brasileiro no que diz respeito aos tratados internacionais e à Constituição Federal.

Segundo Juliana Barros, advogada da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR), um dos pontos críticos descrito no relatório é a discriminação identitária. “O Governo Brasileiro insiste em afirmar que no Nordeste não existem indígenas. Uma campanha difamatória e discriminatória está sendo divulgada a fim de negar a existência dessa população. O mais interessante é que o mesmo Estado que ignora a presença dos povos indígenas está com processos de demarcação em andamento na Funai”.

Jornal Nacional repercute cenas de violência em Londrina

erça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Jornal Nacional repercute cenas de violência em Londrina do blog do mercio mendes
Muita gente viu essa matéria no Jornal Nacional da TV Globo, ontem à noite. Só a vi há poucos minutos.
atualizado Rosy Lee Brasil
A matéria é bem anunciada, com quase todos os pontos, por parte do repórter. Porém, no que concerne sua linha editorial, está cheia de comentários insinuantes do editor, o âncora William Bonner.

Na visão e no tom de voz de Bonner, a história começa com um "ataque" de índios em uma estrada a um carro com o propósito de ferir ou matar alguém. No decorrer da matéria se vê que os índios tinham feito o bloqueio da rua onde se encontra a sede da Funai, em Londrina, onde estavam acampados há 25 dias, e, nas horas da madrugada, foram surpreendidos com a chegada de um carro entrando pelo meio deles. Daí o desferimento de uma pedrada que resultou num grave ferimento de uma jovem mulher. Ferimento que pode levá-la à morte, segundo a matéria.

Os depoimentos do índio e do marido da ferida demonstram que não houve um ataque de modo algum. Apesar do trejeito de Bonner em querer insinuar uma espécie de selvageria. Já o marido da ferida, em outro depoimento colhido pela TV Record, demonstra que não sabe por que foi atacado, mas que tinha entrado numa rua escura sem saber que estava fechada por cones de trânsito. Na TV Globo ele é mais incisivo e culpa os índios. O índio entrevistado e outros em outra matéria dizem a mesma coisa: que tentaram parar o carro antes de começar a bater com a borduna e jogar uma pedra no capô.

Enfim, a matéria termina tendo um tom de desprezo ao caso. Já o presidente da Funai esgarça os olhos para dizer que os índios não devem praticar a violência para resolver problemas administrativos e insiste que nada será fechado no Paraná, apenas as AERs serão transformadas em Coordenadorias Técnicas Locais. Como se isto não fizesse diferença alguma e os índios fossem uns imbecis e irracionais por estarem protestando por quase nada...


em 16:41

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Grupo de índios invade sede da Funai em Manaus

Grupo de índios invade sede da Funai em Manaus
Indígenas de todo País têm invadido prédios da Funai contra decreto do governo federal que fechou unidades
Rosy Lee Brasil
MANAUS - Cerca de 50 índios das etnias Apurinã, Mura e Sateré Maué pintados e armados com arco e flechas estão ocupando a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Manaus, desde o início da tarde de hoje. Assim como centenas de indígenas de todo o País que têm invadido as sedes regionais da Funai nos últimos meses, as etnias em Manaus querem a revogação ou revisão do decreto 7.056, baixado pelo governo federal no fim do ano passado, que fechou várias unidades do órgão no interior do Brasil.

"O Amazonas tem o maior número de indígenas do Brasil, não faz sentido só ter Funai em Manaus. Um indígena do Baixo Amazonas agora se quiser apoio da Funai tem de vir a Manaus, após horas e dias de viagem", disse um dos líderes do movimento, Robson Sateré. "Se o atendimento já era ruim por falta de recursos e pessoal, agora será inexistente".

De acordo com Robson, hoje à noite devem chegar mais 100 indígenas de Novo Airão, a 115 quilômetros de Manaus. A reportagem procurou a assessoria de imprensa do órgão em Brasília, mas não obteve resposta.

Índios são acusados de agredir mulher em Londrina

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010, 17:55 | Online


Índios são acusados de agredir mulher em Londrina
Ela sofreu traumatismo craniano grave ao ser atingida na cabeça por uma pedra
Evandro Fadel, de O Estado de S.Paulo
Atualizado Rosy Lee Brasil

CURITIBA - Uma mulher de 34 anos, sofreu traumatismo craniano grave, na madrugada de sábado, ao ser atingida na cabeça por uma pedra arremessada por índios que ocupam, há quase um mês, a sede regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), no centro de Londrina, no norte do Paraná. Depois de ser submetida a uma drenagem de hematoma no cérebro, Érica Pedrão Brito está sedada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico e respira por aparelhos. Os familiares disseram que outros motoristas já tiveram os carros apedrejados naquele local e que não há nenhuma sinalização. Veja também: Grupo de índios invade sede da Funai em Manaus

Segundo familiares de Érica, ela e o marido, Anderson, retornavam para casa, na madrugada de sábado, depois de participarem de churrasco com amigos, em um Fusca. Quando trafegavam por uma avenida, teriam ouvido barulho e viram pessoas movimentando-se ao redor do carro. De repente, objetos começaram a ser arremessados. Para fugir, Anderson acelerou, mas uma pedra de concreto de aproximadamente um quilo e meio atingiu o capô do carro, quebrou o para-brisa e acertou a cabeça da mulher. Ela desmaiou. O marido conseguiu andar alguns metros e, quando tentava reanimar Érica, um motorista de ônibus percebeu e chamou socorro, que chegou rapidamente.

O índio Elói Jacinto, um dos que ocupam a sede da Funai, afirmou que, pouco antes desse incidente, um carro e uma motocicleta teriam passado pelo local e, de um dos dois veículos, partiu um tiro que atingiu a perna de um índio de 14 anos. Ele fez curativo, mas não precisou de internamento hospitalar. "O pessoal estava meio amedrontado e decidiu fazer a barreira com cadeiras, cones e outros objetos", disse. "O Fusca veio em alta velocidade e atravessou a barreira, foi gritado para ele parar, mas ele jogou o carro contra as pessoas, por isso houve o confronto." Tanto o caso do tiro quanto das lesões em Érica são investigados pela Polícia Civil.

Jacinto disse que os índios pretendem manter a ocupação do prédio da Funai, com o objetivo de pressionar as autoridades para que seja revisto o decreto 7.056/09, que reestruturou o órgão e extinguiu administrações regionais. "Na região há cinco mil índios em sete aldeias demarcadas e outros dois acampamentos em processo de demarcação", afirmou. "Se o atendimento já era precário por falta de recursos e de pessoal, imagine como ficarão a demarcação, a segurança, a confecção de documentos e o atendimento das questões sociais sem a regional."

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Empresa é acusada de construir barragem sem licença no Pará

06/02/10 - 01h30 - Atualizado em 06/02/10 - 01h30
Empresa é acusada de construir barragem sem licença no Pará
De acordo com o Ibama, 50 mil m² de floresta amazônica foram derrubados.
Multas passam de R$ 10 milhões; companhia diz que apresentará defesa.
Do Globo Amazônia, em São Paulo
ATUALIZADO Rosy Lee Brasil
saiba mais
Filhote órfão de jaguatirica é resgatado no nordeste do Pará
Após admitir erro sobre geleiras, IPCC é alvo de críticas por questão amazônica
Dos 10 municípios com mais desmatamento na Amazônia, 5 são do PA
Inpe registra 247,6 km² de desmatamento em outubro e novembro na Amazônia
Por estar com sua represa para contenção de rejeitos completamente cheia, a empresa Pará Pigmentos, em Barcarena (PA), estaria utilizando uma outra barragem coonstruída sem licença ambiental, segundo o Ibama. A empresa trabalha com o processamento de caulim. A barragem serve para coletar os resíduos do processo industrial.

Para a construção da suposta bacia clandestina, foram desmatados, sem autorização, 50 mil metros quadrados, de acordo com o órgão federal. Nesta quinta-feira (4), a fiscalização embargou preventivamente a bacia de contenção para que não houvesse novos depósitos de rejeitos até que a empresa justificasse o uso da segunda bacia. A empresa foi multada em R$ 10 milhões por fazer funcionar empreendimento sem licença válida e em mais R$ 25 mil por desmatamento da área de floresta amazônica.


Barragem construída sem licença, segundo o Ibama. (Foto: Divulgação/Ibama)
Em comunicado, a Pará Pigmentos afirma que “sempre operou dentro dos padrões de respeito ao meio ambiente e suas atividades são fiscalizadas pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará”. As autuações estão sendo analisadas pelo seu departamento jurídico para apresentação de defesa. “A Pará Pigmentos S/A reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável de suas atividades”, prossegue.

CURITIBA Índios tomam da Funai veículo que era utilizado para transporte de alimentos

CURITIBA Índios tomam da Funai veículo que era utilizado para transporte de alimentos Caminhonete foi impedida de deixar a sede da Funai e foi levada para a aldeia da tribo urbana de Kakané Porã 05/02/2010 | 18:43 | VITOR GERON Atualização Rosy Lee Brasil Os índios da tribo urbana de Kakané Porã, em Curitiba, tomaram nesta sexta-feira (5) de manhã o veículo da Fundação Nacional do Índio (Funai) que era utilizado para o transporte de alimentos e prestava auxílio aos indígenas na cidade. A caminhonete foi impedida de deixar a sede da Funai e foi levada para a aldeia. Segundo o cacique Carlos Ubiratan, eles reivindicavam um veículo há algum tempo e não foram atendidos. “Com a possibilidade do fechamento da Funai em Curitiba, achamos melhor pegar o carro para não corrermos o risco de ficr sem”, explicou Ubiratan. Saiba mais Índios queimam carro em frente à sede da Funai e prometem mais protestos 800 índios guaranis de quatro países se encontram em aldeia no Paraná Índios invadem mais uma vez praça de pedágio de Jataizinho A reclamação dos índios é que eles recebem muitas doações e nas terças e quartas-feiras precisam retirar frutas e verduras no Ceasa e nem sempre a Funai realiza este trabalho. O episódio está relacionado ao protesto nacional dos índios que reclamam da reestruturação da Funai que está prestes a acontecer e pode fechar os escritórios da Fundação no Paraná. O procurador da Funai, Fernando Knoerr, disse o fato ocorrido nesta sexta-feira, em Curitiba, não teve qualquer tipo de violência por parte dos índios. O engenheiro florestal da Funai, José Ferreira Campos Júnior, estava fazendo o transporte de cestas básicas para os índios e, ao chegar até a sede da Fundação teve o carro retido pelos indígenas. Segundo Knoerr, o veículo é um patrimônio público federal, comprado com o dinheiro dos contribuintes e não há a menor chance dele ser repassado para os índios. Ele também informou que as negociações da Funai com os índios já foram iniciadas para que o carro seja devolvido o mais breve possível. O procurador ainda acredita que os índios não vão danificar o veículo ou fazer qualquer tipo de protesto envolvendo a caminhonete, assim como ocorreu em Londrina, na semana passada, quando eles colocaram fogo em um carro. Invasão Um grupo de índios invadiu novamente a praça de pedágio da concessionária Econorte, na BR-369, próximo ao município de Jataizinho, Norte Pioneiro, na tarde desta sexta-feira (5). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles levantaram as cancelas liberando a passagem dos motoristas em protesto ao fechamento dos escritórios regionais da Funai.