terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O ataque a vida e cultura dos povos indígenas

ALAI, América Latina en Movimiento

2009-07-21 atualizado Rosy lee Brasil




Brasil
O ataque a vida e cultura dos povos indígenas
Cristiano Navarro
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Para o povo Oro Wari, quando os trovões descem do céu, as crianças não podem sair para brincar. É preciso deixar o céu acalmar até que volte a folia. Os mais velhos contam que os trovões são a batucada de uma festa dos mortos regada a muita chicha (fermentado de milho) lá de baixo do rio Madeira.

Os Oro Wari estão preocupados com o que pode acontecer com a implantação das usinas hidroelétricas de Jirau e Santo Antônio. "Os nossos parentes mortos estão felizes lá de baixo do rio. A gente pensa: e com a construção das hidroelétricas a empresa vai fechar a água vai atrapalhar tudo e perturbar o que tiver lá em baixo. Sem contar as explosões", reclama Eleazer Oro Wari. da terra indígena de Laje.

Além da agressão cultural, o cacique de Eleazar, José Oro Wari ressalta outra grave preocupação dividida com outros 24 povos da bacia do rio Madeira: "A gente sabe que vai ser prejudicado, vai ficar difícil para nós, porque vai espantar a caça e a pesca […], a gente depende disso". Assim, como todos os outros povos da bacia do rio Madeira, os Oro Wari têm na pesca a sua principal alimentação.

Ao contrário do que estabelece a Constituição Federal e a declaração dos povos indígenas da ONU, as comunidades tradicionais não foram consultadas a respeito da obras que devem provocar profundos impactos em seus territórios e modo de vida.

"A gente não foi consultado. Se fizer uma barreira como a gente vai fazer sem peixe? E esse rio não é das empresas, ela não pode vir aqui e ganhar dinheiro. Há muitos anos que a gente está aqui, a gente precisa do peixe que vive nesse rio", argumenta o professor Eleazar.

Especial Rio Madeira – Brasil de Fato
http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/o-ataque-a-vida-e-cultura-dos-povos-indigenas


http://alainet.org/active/31870&lang=es

Chegam ao Brasil primeiras doses da vacina contra a nova gripe

A prioridade na vacinação é de pessoas que trabalham com doentes e índios, pacientes com doenças crônicas, mulheres grávidas e crianças.


Aualizado Rosy Lee Brasil

cultivo tradicional e cultural da Amazonas

Globo Amazona Atualizado Rosy Lee Brasil AÇAÍ O açaí é um dos alimentos mais importantes da Amazônia. Lá, a tradição é tomar o suco junto com a farinha de tapioca. Nos grandes centros, a polpa congelada é servida na tigela.
AMAPAZEIRO O amapazeiro é a árvore que deu origem ao nome do estado do Amapá. Seu tronco chega a ter 35 metros de altura e dele sai o leite do amapá. Ele pode ser usado como remédio para várias doenças.
ANAVILHANAS No Rio Negro, entre Manaus e Novo Airão, há o arquipélago das Anavilhanas, com lagos, igapós e igarapés ricos em espécies vegetais e animais. Trata-se do parque nacional mais novo do país.
B
BEIJU Numa aldeia do Xingu, a primeira refeição do dia é o beiju. Prepará-lo é tarefa feminina. São as mulheres que transformam a mandioca em farinha.
C
CAIABIS A tribo dos Caiabis, que habita a aldeia Guarujá, no Parque Nacional do Xingu, é famosa pela habilidade no cultivo da terra. Eles plantam mandioca, milhos coloridos e amendoins gigantes.
CAITITU Quando ameaçado, o caititu arrepia os pêlos e bate os dentes. Mas a caça predatória ameaça a sobrevivência dos animais na floresta e por isso há experiências para criação em cativeiro.
CAMU-CAMU O camu-camu é encontrado em regiões alagadas da Amazônia. Da família da jabuticaba, ele serve de alimento para os peixes. Pesquisas revelam que o fruto é campeão em teor de vitamina C.
CARDINAL Muitas pessoas vivem da pesca de peixes ornamentais, na Amazônia. Uma das principais espécies é o cardinal. Ele brilha nas águas escuras do Rio Negro e pode enfeitar aquários do mundo todo.

CASTANHEIRA


A árvore majestosa atinge até 60 metros de altura. A castanheira é encontrada em toda a região amazônica. A flor tem a delicadeza de um buquê. O fruto tem a casca dura e cai quando está maduro.
CIPÓ-TITICA O cipó-titica é uma fibra exclusiva da Amazônia. Por causa do desmatamento, ela se tornou rara e pode ser encontrada somente nos estados do Amazonas e do Amapá.
CUBIU Os índios já cultivavam o cubiu muito antes da descoberta da Amazônia. A fruta é da mesma família do tomate e da berinjela. Além de alimento, ela também pode ser usada como remédio e cosmético.
D
PARQUE DO DIVISOR Na fronteira do Brasil com o Peru fica o Parque Nacional do Divisor. No local ficam as únicas montanhas do Acre, elas que separam duas bacias hidrográficas dos dois países.
E
ESTREITO DE BREVES Na viagem entre Belém e Manaus passa-se pelo Estreito de Breves. Os moradores das ilhas do local dependem da ajuda de quem trafega por lá. Eles vivem da pesca, da extração do palmito e do que a natureza lhes oferece.
MUSEU EMÍLIO GOELDI No Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, os visitantes podem ver bichos e plantas da região amazônica. Lá são abrigados animais que foram vítimas de maus-tratos e espécies encontradas nos rios da Amazônia.
F
FORDLÂNDIA Às margens do Rio Tapajós está Fordlândia, criada pelo americano Henry Ford. O empresário pensou num pólo de importação e exportação de borracha, que durou menos de 20 anos.
FESTIVAL DO SAIRÉ Numa pequena vila do Oeste do Pará é realizado o Festival do Sairé, uma das mais antigas manifestações da Amazônia. Eles revivem a lenda do boto, que à noite vira homem para seduzir as mulheres.
G
GUARANÁ Maués, no Amazonas, é conhecida como a terra do guaraná. O fruto é genuinamente amazônico e dele se produz a bebida-símbolo do Brasil. Maduro, ele parece um olho.
GURIJUBAS Em Foz do Amazonas, no Pará, os pescadores procuram por gurijubas. A bexiga é a parte mais importante do peixe e é exportada para outros países. Com ela, é possível fazer remédios e outros produtos.
J
JACARÉ-AÇU O jacaré-açu, encontrado na Amazônia, pode chegar a mais de seis metros de comprimento. Ele é considerado pacifico, mas pode atacar quando ameaçado. A espécie sofre intensa perseguição dos caçadores.
JAMBU O jambu, ou agrião-do-Pará, tem um efeito anestésico e sua flor produz muitas sementes. A planta é usada na medicina popular, ao natural ou como xarope e tinturas. O vegetal faz parte de pratos como tacacá.
JARINA De uma pequena palmeira, a jarina, é extraído o chamado marfim vegetal. A semente da árvore é sua parte valiosa. Ela pode ser usada na confecção de brincos, braceletes, colares e outros objetos.
JURUÁ Um dos maiores rios da Amazônia, o Juruá tem mais de 3.300 km. Ele é mais longo que o São Francisco. Nas cheias, suas águas formam rios e igapós, onde vivem muitas várias aves diferentes, como a garça branca e as araras.
M
MACACO-BARRIGUDO O macaco-barrigudo, apesar de parecer gordo, tem músculos rígidos. Ele dá saltos espetaculares de uma árvore para outra. O animal habita a região da floresta amazônica no Brasil, na Colômbia e na Venezuela.
MACACO-DA-NOITE O macaco-da-noite é um dos mais raros animais que vivem na Amazônia. Para localizar um bando, é necessário paciência. Essa espécie de macaco é a única com hábitos noturnos.
MALVA O município de Manacapuru, no Amazonas, é o maior produtor da malva. A planta é muito usada na insdústria têxtil. Veja como é a colheita e o manejo.
MAMIRAUÁ A reserva de Mamirauá fica a 700km de Manaus. É um dos lugares mais preservados do mundo. São mais de 300 tipos de aves e 35 espécies de mamíferos, incluindo aqueles que vivem na água.
MANDIOCA Existem 98 espécies de mandioca. Uma das mais conhecidas é o aipim, mas a mais cultivada é a mandioca amarga, usada para fazer farinha. Cada tribo indígena amazônica cultiva uma espécie de mandioca particular.
MANIUARA A maniuara é uma formiga grande e vermelha, que tem a picada dolorosa. Ela faz parte dos hábitos alimentares dos índios Baniwa que vivem na Ilha das Flores.
MAPARÁ O mapará é um peixe muito encontrado no leste do estado do Pará. Sua pesca é proibida durante quatro meses do ano. Mas quando passa esse período, barcos de vários locais se reúnem no Rio Jaracuera para pescá-lo.
MARUAGA A gruta de Maruaga, também chamada de caverna ou refúgio, é uma das grandes atrações turísticas de Presidente Figueiredo. Os visitantes tem diversão dentro e fora da caverna.
MIRABILIS No estado do Amazonas do Peru, encontra-se o beija-flor Mirabilis. O pássaro está ameaçado de extinção, pois a crença de que ele tem poderes afrodisíacos o faz ser perseguido por caçadores.
MONTE RORAIMA Uma das mais antigas formoções geológicas da Terra, o Monte Roraima está situado na fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana. Na região existem dezenas de montanhas e montes.
P
PARQUE NACIONAL DO JÁU O Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas, é uma das maiores reservas de florestas tropicais do mundo. Ele tem 120 espécies de mamíferos e 208 tipos de peixes.
PATO NO TUCUPI O pato no tucupi é um prato é comum em dias de festa no Pará. A carne da ave é preparada com vários temperos, assada no forno e em seguida mergulhado no tucupi, um caldo tirado da mandioca.
PIAÇABEIROS Na região de Barcellos, no Amazonas, os piaçabeiros viajam em barcaças em busca da fibra da palmeira piaçaba, usada para fazer vassouras. Cada homem explora vinte dessas árvores por dia para o sustento.
PIRARUCU Nas águas tranqüilas da Amazônia vive o pirarucu. Ele é o maior peixe de escamas de água doce do mundo e pode pesar até 300 quilos. Como precisa buscar oxigênio na superfície, torna-se presa fácil dos pescadores.
Q
QUELÔNIOS O combate à caça ilegal é uma das formas de evitar a extinção dos quelônios na Amazônia. Eles são répteis que possuem casco ou carapaça, como as tartarugas. Ribeirinhos e técnicos cuidam de seus ovos.
QUARUP Os índios do Parque Nacional do Xingu realizam um ritual em homenagem aos grandes líderes mortos, o quarup. Eles passam a noite chorando diante de troncos. A celebração termina com a chegada do dia.
R
RIO GUAPORÉ As águas do Rio Guaporé separam o Brasil da Bolívia. No meio dele, há várias espécies de pássaros, como as gaivotas. Com voos rasantes, eles atacam os invasores no período de reprodução.
MAL. RONDON Marechal Rondon é o único brasileiro homenageado com o nome de um estado. Descendente de índios, ele contactou dezenas de tribos e defendeu a demarcação de terras.
S
SAGUI-LEÃOZINHO O sagui-leãozinho, o menor de todos os saguis, tem perto de 15 centímetros. O animal também é ótimo escalador de árvores devido às garras e à longa cauda. A juba cobre toda a cabeça e orelhas.
SERRA DO CACHIMBO A Serra do Cachimbo fica no sul do Pará. Trata-se de uma reserva do tamanho do estado de Sergipe, onde os militares protegem a biodiversidade. Lá, é possível observar o comportamento das aves típicas da região.
SERRA DO TEPEQUÉM Os diamantes escondidos na Serra do Tepequém atraíram os garimpeiros. A jazida foi uma das mais importantes da Américas do Sul até o fechamento dos garimpos. Hoje a pesca é a principal atividade do local.
T
TACACÁ O tacacá é uma famosa iguaria da Amazônia. Ele é feito com uma goma de água e polvilho e um caldo fino amarelado extraído da mandioca, chamado tucupi. Acrescenta-se camarão. Está pronto para degustar.
TAPAJÓS O Tapajós é um dos principais afluentes do Rio Amazonas. Ele se forma no norte do Mato Grosso e chega a ter 21 quilômetros de largura. Como o leito de areia, a cor da água é esverdeada.
TEATRO AMAZONAS Inaugurado no fim do século XIX, o Teatro Amazonas é o maior símbolo da fase de riqueza e prosperidade do ciclo da borracha. O luxo de suas instalações impressiona todo mundo.
TOMÉ-AÇU A cidade de Tomé-Açu, no estado do Pará, tem uma grande colônia japonesa. Graças a ela, o município ficou conhecido por muitos anos como a terra da pimenta-do-reino. Mas hoje, também produz frutas.
TUCUMÃ A palmeira cheia de espinho chega a ter mais de 20 metros de altura. Cada cacho tem cerca de 150 frutos. O tucumã pode ser consumido ao natural ou em diversas receitas.
TUYUCAS No alto Rio Negro, estado do Amazonas, existe a aldeia dos índios Tuyucas. Eles voltaram a realizar um batismo não religioso. O bebê passa pelas mulheres, para dizer que será cuidado por todas.

Em Marechal Thaumaturgo, no Acre, está a aldeia dos índios ashaninkas.

Globo Vidios Atualizado Rosy Lee Brasil Em Marechal Thaumaturgo, no Acre, está a aldeia dos índios ashaninkas. Ao longo dos anos, eles conseguiram preservar sua identidade cultural, onde os mais velhos contam histórias para os mais novos.





segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Produção da fibra de curauá anima agricultores do oeste do Pará



Fibra amazônica parente do abacaxi entusiasma agricultores no Pará
Curauá é usado na indústria de colchões, calçados e veículos.
Setor têxtil também já tem interesse na fibra paraense.

Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural

atualizado Rosy Lee Brasil

Agricultores do oeste do Pará estão entusiasmados com o resultado da produção da fibra de curauá, uma planta da Amazônia paraense parente do abacaxi. A planta, depois de processada, é usada na indústria de colchões, calçados e carros.

Veja o site do Globo Rural

Há três anos, o agricultor Antônio dos Santos Corrêa deixou a roça, que ficava distante de casa, para trabalhar no próprio quintal. No espaço de um hectare (cerca de um campo de futebol), ele cultiva o curauá. “Eu chego a fazer por dia R$100,00”, falou.

O negócio com fibra vegetal cresceu. Foi preciso chamar o sobrinho. Empolgado o ajudante já planeja o próprio negócio. “Esse ano que vem eu estou no projeto. Foi trabalhar com ele, mas para mim”, planeja o trabalhador rural Arlisson Francisco.




Para ter sucesso no cultivo, os agricultores contam com a ajuda de engenheiros agrônomos que ensinam a preparar a terra, como escolher as mudas e as diversas formas de aproveitamento do curauá.

“Seis por cento da biomassa é fibra. Os outros 94% são transformados num resíduo que o produtor pode aproveitar como ração animal e como adubo orgânico”, explica o agrônomo Cristovan Sena.

As folhas passam pelo processo de descorticação, que separa as fibras, vendidas para uma indústria de beneficiamento. Em 2009, uma indústria comprou dos pequenos produtores da região mais de 34 mil quilos de fibra de curauá.

O negócio será ampliado. O produto está sendo introduzido no setor têxtil para a fabricação de tecido em composição com seda e viscose e o de plástico injetável em substituição à fibra de vidro.

Por enquanto, o setor automobilístico é o que mais compra o produto, usado no acabamento interno dos carros.

Tradição oral Projeto quer preservar línguas indígenas em risco de extinção

Atualizado Rosy Lee Brasil
Tradição oral Projeto quer preservar línguas indígenas em risco de extinção Terça-feira, 29 de dezembro de 2009 - 17:40 Na época do descobrimento do Brasil, a identidade nacional era caracterizada pela diversidade de línguas indígenas, as quais somavam, aproximadamente, 1.300. Hoje, somente 15% sobreviveram ao processo de extinção dos povos. A professora Marília Ferreira, do Instituto de Letras e Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), vem documentando aspectos culturais e linguísticos dessas línguas, na tentativa de preservá-las.

O projeto Mantendo Vivas as Vozes da Floresta: Documentação das Tradições Orais Amazônicas se propõe a recolher narrativas, histórias de vida, lendas e canções. Esse trabalho vem sendo desenvolvido desde 2008, utilizando audiovisuais e transcrições textuais para capturar, nas aldeias indígenas, momentos formais e informais do uso das línguas.

Como a maioria dessas línguas é transmitida apenas oralmente, a documentação é fundamental para a preservação, e pode servir como incentivo e apoio pedagógico para o ensino das línguas aos descendentes.

O projeto atinge cinco grupos indígenas, de acordo com as comunidades estudadas: parcatejê, do tronco linguístico macrojê; apurinã, arauetê, xipaia e mundurucu. No caso dos parcatejês, que vivem próximo ao município de Bom Jesus do Tocantins (PA), restaram, hoje, pouco mais de 400 integrantes, sendo que somente 9% falam a língua materna.

Para a professora Marília, o principal motivo para o processo de extinção das línguas é o contato dos indígenas com a língua majoritária no país, o português.

“Na maioria das vezes, a invasão da língua portuguesa nas comunidades indígenas acontece de forma muito silenciosa, por meio da televisão e do rádio, por exemplo”, explica. “No grupo dos parcatejês, as crianças não estão mais aprendendo a língua materna como primeira, o que torna a língua ‘doente’, a ponto de chegar à morte”, esclarece.

Assessoria de Comunicação Social da UFPA
Palavras-chave: Línguas indígenas, Sesu

Índios pataxós lutam para resgatar as tradições culturais

Índios pataxós lutam para resgatar as tradições culturais
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Domingo, 03/01/2010 AtualizaÇão Rosy Lee Brasil

Na chegada do ano 2000, o Globo Rural dirigiu seu olhar para os 500 anos do descobrimento do Brasil e para os primeiros habitantes de nossa terra. O assunto foi a recuperação da cultura pataxó.

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