terça-feira, 2 de junho de 2009

No próximo dia 7 de junho acontece a Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé

Flor da Palavra em Tefé (AM) revive o uso underground das ruas
Por Zezta Internacional 01/06/2009 às 20:27




por CMI BRASIL No próximo dia 7 de junho acontece a Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé. A utilização de ruas centrais da cidade para a realização de shows alternativos das bandas underground e a prática de skate é uma tradição em Tefé, através da realização de eventos chamados "Rock na Rua". Nesta Flor da Palavra, a rua será uma "zona liberada" para a menifestão e união dos mais variados movimentos culturais de juventude (hip-hop, capoeira, grafite, teatro, zines, artesanato, movimento indígena, etc). Começando às 13h na rua 7 de setembro, os movimentos poderão ainda usar a rádio livre Xibé para transmissões em 106,7 FM. Leia a I Declaração da Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé:

"Quando Colombo e seus seguidores chegaram à América, tratou os índios como bandidos sanguinários e as índias de prostitutas. Como podia ser possível tal julgamento, se na América não existiam esses tipos europeus? Aos olhos dos cristãos, uma vez que os/as indígenas não se encaixavam nos "bons modos" de comportamento da elite européia, somente poderiam ser considerados/as próximos/as dos animais, assim como as crianças, os criminosos e as prostitutas, o que justificava que fossem exterminados/as, escravizados/as e violentadas. Eles não eram capazes de imaginar a existência de sociedades com outras culturas, outros saberes, outros "bons modos.

Após 500 anos, o grande arauto da "superioridade" não é mais o cristianismo, mas a Ciência e a Tecnologia. No lugar de Colombo, quem chega a nossas comunidades é a TV, o rádio, a escola, a universidade. Trazem os valores da cidade: trabalhar por dinheiro, gastar com mercadorias industrializadas, e assim "valorizar-se" contribuindo para o círculo infernal da economia que almeja a expansão impossível. Quem não se encaixa nos saberes e valores urbanos é expulso, desclassificado, reprovado, humilhado, segregado pelos diversos filtros sociais que definem a hierarquia da cidade.(...)"

Leia a ínterga da I Declaração da Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé

Pesquisas abordam a segregação da juventude em Tefé

Outros editoriais da rede Flor da Palavra: O caminhar perguntando do Caracol de Caratateua e os novos ajuris(Belém 2009) | Voluntárias alugam "casa base" no Outeiro para o ajuri do Caraco (Belém 2009) | Feliz 2009: participe do ajuri do caracol de Outeiro | Flor da Digna Raiva (Cidade do México 2008) | Flor do direito à moradia (Curitiba 2008) | Flor das mulheres indígenas (Tefé 2008) | Flor em assentamento do MST (Maringá 2008) | Pré-Flor da Palavra Curitiba e Floripa (2008) | Flor da Vila Pescoço (Tefé 2008) | Flor Casa das Pombas (Brasília 2007) | Flor Indígena (Tefé 2007) | Flor Punk (Brasília 2006) | Flor Anti-Calderón (Marília 2006) | Flor dos Movimentos Rurais (Tefé 2006) | Flor Sampa (2006) | Flor Rizoma de Rádios (Campinas 2006)



(continuação)

"(...)Em cidades como Tefé, os bairros mais recentes, aqueles habitados por ribeirinhos e indígenas e seus descendentes, são vistos como "pobres". Quando alguém diz que é uma "favela", aspira a uma cidade em que esses bairros não existam. Não se referem apenas às dificuldades que estas populações sofrem com saneamento, educação, emprego e segurança, mas ao gosto artístico, arquitetônico, aos saberes e mitos do mundo rural. É todo um mundo mágico da floresta dentro da cidade que precisa desaparecer, como se os moradores da cidade necessitassem apagar as marcas do próprio passado, dos ancestrais que de alguma forma culpam pela "derrota" para as forças da modernidade.

Estes grupos e localidades urbanas são vistas como "pobres" porque teriam menos acesso aos serviços e rendas da cidade, mas contam com vantagens tipicamente rurais: caçam, pescam, roçam e possuem importantes redes de solidariedade. A cidade tende a destruir estes "bons modos", e em troca oferece a posição subalterna em seu próprio modo de ser inspirado nas grandes urbes capitalistas.

A cidade ataca estas populações sobretudo violando a sua juventude: seus meninos e meninas são tratados como "bandido" e "prostitutas", independentemente de participar ou não de gangues e do comércio do amor. Se for menino, é "galeroso", se menina, "prostituta", merecendo por isso toda sorte de humilhações, negligências, desprezos, espancamentos, estupros e, por fim, a punição pelos pecados de toda a sociedade urbana.

Garotas de todos os grupos sociais vão a festas e se divertem, mas as meninas do interior é que são as "quengas" ou "putas". Meninos de todos os grupos sociais gostam de brigas, mas os que trazem costumes do interior e seus descendentes é que são os "galerosos", e precisam ser eliminados para se acabar com o crime. São como Cristo, pagando pelos pecados de todos.

O preconceito pesa tanto que até destrói famílias, jogando pais e mães contra filhos e filhas, e a auto-estima da meninada, que passa ao desprezo de si mesma e à auto-destruição. A violência generalizada é sacramentada com a violência do próprio Estado que, através de prisão, tortura ou reprovação escolar, sela a superioridade imperial, colonial, da cidade sobre a floresta.

É assim que alguns meninos e meninas, sem outras perspectivas, acabam mesmo empurrados para a autodefesa das gangues ou a sobrevivência na venda dos próprios corpos. Porém, a juventude também tem outras táticas: grupos de dança, hip-hop, bandas de rock, grafite, capoeira, artesanato, teatro, jornais alternativos, skate, rádios livres... a própria juventude vem criando alternativas para se fazer escutar, para ser os autores/as de sua experiência coletiva, dançarinos/as da cidade polifônica onde um dia em festa poderão caber todos e todas.

É esta juventude que faz ecoar suas vozes entrelaçadas na Flor da Palavra e Rock na Rua deste domingo, 7 de junho de 2009, na rua 7 de setembro, revivendo o tradicional espaço do rock underground de Tefé (AM). O espaço e o tempo deste evento é seu: traga e mostre sua arte, sua palavra!"

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amazônia perdeu o equivalente a três parques da Tijuca

/ desmatamento
RSS O Portal de Notcias da Globo

29/05/09 - 09h36 - Atualizado em 29/05/09 - 09h38
Atualizado Por Rosy Lee Brasil

Amazônia perdeu o equivalente a três parques da Tijuca em abril, diz Imazon
Área devastada durante o mês foi de 121 quilômetros quadrados.
Numero representa queda de 22% em relação ao mesmo mês de 2008.

Do Globo Amazônia, em São Paulo
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Um relatório lançado nesta sexta-feira (29) pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) indica que a Amazônia perdeu 121 quilômetros quadrados de floresta em abril. A área equivale a cerca de três vezes a área do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em comparação com o mesmo mês de 2008, houve queda de 22% na devastação.



Vigie a devastação da floresta usando o mapa do Globo Amazônia.








Caminhão de madeira ilegal apreendido no Pará. Grande presença de nuvens atrapalohou medição do desmatamento no estado. (Foto: Norberto Souza/Ibama-PA)
O instituto ressalta que, devido à cobertura de nuvens, não foi possível enxergar cerca de 65% da Amazônia nas imagens de satélite utilizadas. A medição do Imazon é feita paralelamente à do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao governo federal. Na avaliação da ONG, são considerados apenas os locais onde a floresta foi totalmente destruída. O cálculo das áreas parcialmente degradadas é feito de forma separada.

O instituto também divulgou a medição referente ao mês de março, que apontou 57 quilômetros quadrados de florestas derrubadas, o equivalente a cerca de três vezes a Ilha de Fernando de Noronha. Em comparação com março de 2008, houve queda de 50%.

Mato Grosso lidera

Em março de 2009, o desmatamento foi maior em Mato Grosso (39%) e Roraima (34%), seguido de Rondônia (13%), Acre (7%), Amazonas (6%) e Pará (1%). Em abril, 45% do desmatamento ocorreu em Mato Grosso, seguido do Pará com 32% e Roraima com 14% e os 9% restantes no Amazonas, Rondônia e Acre.

Na medição das áreas que sofreram degradação parcial, com queimadas ou retirada de madeira, o Imazon detectou 14 km² em março e 300 km² em abril. Como o instituto começou a detectar esse tipo de devastação em setembro de 2008, não é possível comparar os números com os mesmos meses do ano anterior.



Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou ideias para melhorar
a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail
globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail,
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Ministério Público investiga causas do rompimento de barragem no Piauí

/ brasil / Chuva no PiauíCELULAR RSS O Portal de Notícias da Globo

29/05/09 - 17h49 - Atualizado em 29/05/09 - 18h43

Ministério Público investiga causas do rompimento de barragem no Piauí
No início do mês, população havia sido retirada da área por precaução.
Procuradores querem explicações sobre retorno de moradores para região.

Do G1, com informações do Globo Notícia
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O Ministério Público Federal no Piauí vai investigar as causas do rompimento da Barragem de Algodões, em Cocal, no norte do Piauí. O reservatório rompeu na quarta-feira (27) e deixou cinco mortos.


Os procuradores também querem explicações sobre a autorização que os moradores receberam para voltar para casa há 15 dias. No início do mês, após um vazamento ter sido registrado no local, população foi retirada às pressas por equipes de resgate.


Equipes do Corpo de Bombeiros trabalham nas buscas por vítimas, desaparecidos e no resgate de desabrigados.



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Hospital para feridos em rompimento de barragem funciona com gerador Sobe para cinco o número de mortos após barragem romper no Piauí Cai número de desaparecidos após rompimento de barragem no PI Três helicópteros devem reforçar resgate após rompimento de barragem Bombeiros suspendem busca por desaparecidos no Piauí
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Um trecho da BR-343 foi destruído no município de Buriti dos Lopes (PI).


A pedido do Ministério Público, peritos da Polícia Federal vão investigar possíveis falhas na construção da barragem.


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Tesouros da história estão guardados nas entranhas dos Andes. Rios furiosos rasgam os vales. A floresta cresce viva na vertical. Ao todo são 40 mil qu

O lugar reúne achados da história sobre o homem primitivo das américas

atualizado por Rosy Lee Brasil

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Quinta-feira, 28/05/2009

O lugar reúne achados da história sobre o homem primitivo das américas. Ao todo, 230 múmias encontradas nas montanhas da cidade fazem parte do acervo do museu.





Caçadores buscam beija-flor raro para comer seu coração

/ Animais silvestres
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29/05/09 - 10h35 - Atualizado em 29/05/09 - 10h35

Caçadores buscam beija-flor raro para comer seu coração
Pesquisadores calculam que restam apenas 2 mil exemplares do mirabilis.
Pássaro da Amazônia peruana é mistura de colibri com pavão.

Do Globo Amazônia, com informações do Bom Dia Brasil
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Em um dos pontos mais altos da Amazônia, onde ela se mistura com a Cordilheira dos Andes, agricultores peruanos convivem com uma raridade da fauna: o beija-flor mirabilis. O maravilhoso, como preferem chamar os especialistas em pássaros. Não é fácil encontrá-lo. É um animal exclusivo desta área. Ocupa uma faixa de 200 quilômetros de extensão, entre dois e três mil metros de altitude.



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Série mostra riqueza histórica da Amazônia peruana Museu peruano mantém 230 múmias de índios amazônicos Penhascos abrigam 'cidade dos mortos' na Amazônia peruana Entre Amazônia e Andes, ruínas revelam civilização anterior aos incas Amazônia peruana esconde a terceira maior cachoeira do mundo
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De acordo com os biólogos, atualmente não há mais do que 2 mil colibris mirabilis em toda a natureza. A população tem diminuído muito nos últimos anos. É que, embora seja uma espécie raríssima, é um animal muito perseguido pelos caçadores. O bichinho foi parar na lista dos mais ameaçados de extinção. A caça é para comer o coração do mirabilis - onde, segundo uma lenda, há propriedades afrodisíacas.

Um engenheiro agrônomo da região transformou seu sítio em reserva particular. Quer ajudar a proteger o animal. O beija-flor gosta muito de uma espécie de orégano da montanha que tem bastante na reserva. Gosta também de vasos com água açucarada. É desse jeito que alguns produtores costumam atrair colibris para suas chácaras.

O corpo tem cinco centímetros apenas. Mas medindo tudo, chega a 15. É que este colibri tem duas espátulas curiosas na cauda. Os estudiosos dizem que são armas de proteção contra os predadores naturais. É um pássaro diferente de todos os outros, único no mundo inteiro.



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Indígenas isolados correm risco de extinção, diz ONG

Enviado por Ricardo Noblat - 29.5.2009| 3h03m
deu na folha de s.paulo
Indígenas isolados correm risco de extinção, diz ONG

Segundo organização inglesa, grupos estão localizados no Maranhão e em Mato Grosso

Funai reconhece gravidade do caso, mas afirma que toma medidas preventivas; para antropólogo, solução está na demarcação de áreas

De Matheus Pichonelli:

Relatório da ONG inglesa Survival International aponta que duas tribos brasileiras de índios isolados estão entre as com maior risco de extinção na América do Sul.

O estudo indica que os territórios de índios awá (ou guaja), no oeste do Maranhão, e de índios kawahiva do rio Pardo, que vivem no norte de Mato Grosso, estão sendo destruídos pela exploração ilegal de madeira.
Juntos, os dois grupos somam, no máximo, 110 índios.

Indígenas isolados são populações que vivem até hoje sem contato com outras tribos ou órgãos indigenistas. De acordo com a CGII (Coordenação Geral de Índios Isolados), ligada à Funai (Fundação Nacional do Índio), foram identificadas 69 áreas no país onde podem existir índios não contatados.

A ONG aponta ainda que outras duas tribos do Peru e uma do Paraguai também correm risco de extinção. No Peru, o problema é a exploração de petróleo e madeira. Já no Paraguai, são criadores de gado brasileiros que ameaçam os índios. A existência dessas populações veio à tona em maio de 2008, quando a Funai divulgou imagens de grupos isolados no Acre. Fotos de índios tentando acertar o avião dos "invasores" com arcos e flechas tiveram repercussão internacional.

À época, o episódio gerou contestações sobre a existência dos grupos. No relatório, a ONG cita o caso de um jornal britânico que publicou reportagem lançando dúvidas sobre a história e, meses depois, admitiu a validade das imagens. Segundo Fiona Watson, coordenadora da Survival International, as fotos criaram interesse de pessoas que não sabiam da existência de grupos isolados em pleno século 21. Assinante do jornal leia mais em: Indígenas isolados correm risco de extinção, diz